ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUINTA  03    CAMPO GRANDE 21º

Cidades

Nove famílias recorrem ao DNA na busca por desaparecidos em MS

Amostras seguem para processamento e serão comparadas com perfis genéticos de pessoas ainda não identificadas

Por Viviane Oliveira | 03/09/2026 10:09
Nove famílias recorrem ao DNA na busca por desaparecidos em MS
Familiares de pessoas desaparecidas participam de coleta de DNA durante mutirão (Foto: Geniffer Valeriano)

Mutirão realizado entre os dias 24 e 28 de agosto coletou amostras de DNA de nove familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul. Conforme balanço da Polícia Científica, foram cinco coletas em Campo Grande e quatro no interior. O material segue para processamento.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Mutirão realizado entre 24 e 28 de agosto coletou amostras de DNA de nove familiares de desaparecidos em Mato Grosso do Sul, sendo cinco em Campo Grande e quatro no interior. A iniciativa da Polícia Científica cruza o material genético com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação. O serviço é oferecido durante todo o ano mediante apresentação de boletim de ocorrência.

A iniciativa busca auxiliar na localização e identificação de desaparecidos por meio do cruzamento do DNA dos familiares com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas que ainda não foram identificadas.

Para o delegado adjunto da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Edgard Punsky, a baixa procura pela coleta ocorre porque poucos casos permanecem como desaparecimento por tempo prolongado. Segundo ele, muitas pessoas são localizadas antes que os familiares precisem recorrer à identificação genética.

Entre os casos atendidos pela polícia estão desaparecimentos envolvendo idosos, inclusive pessoas com Alzheimer, e usuários de entorpecentes. Conforme o delegado, a coleta de material genético funciona como mais uma ferramenta para auxiliar as investigações.

Apesar do mutirão, o serviço é oferecido durante todo o ano. Familiares podem procurar uma unidade da Polícia Científica no Estado a qualquer momento, desde que tenham o boletim de ocorrência do desaparecimento.

Após a coleta, o perfil genético é incluído em banco de dados e comparado com os registros disponíveis, inclusive de pessoas falecidas ainda sem identificação. A preferência é por parentes de primeiro grau, começando por pai e mãe biológicos, seguidos por filhos e irmãos. Na ausência deles, outros familiares podem ser considerados.

O procedimento pode ser feito com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou por meio de uma gota de sangue retirada do dedo. Objetos pessoais do desaparecido que contenham material genético também podem contribuir para a identificação, como escova de dentes e aparelho de barbear, além de dente de leite e cordão umbilical.

Mesmo que não haja correspondência imediata, o perfil permanece no banco e continua sendo comparado à medida que novos registros são inseridos. Se houver resultado positivo, a instituição responsável entra em contato com a família.

Quando o cruzamento identifica uma pessoa viva, os familiares são informados sobre a localização. Se a correspondência for com uma pessoa falecida, a família é procurada para os procedimentos legais. Após a confirmação da identidade, o perfil genético é retirado da base.

Não há limite de tempo entre o desaparecimento e a doação de DNA. O material fornecido pelos familiares é utilizado exclusivamente na busca e identificação de pessoas desaparecidas. Veja abaixo os pontos de coleta

Nove famílias recorrem ao DNA na busca por desaparecidos em MS


Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.