Motorista que matou guarda após ter bebido paga R$ 16 mil e é solto
Caminhoneiro recusou bafômetro após atropelamento fatal em Campo Grande
RESUMO
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Caminhoneiro de 72 anos preso por atropelar e matar o guarda civil Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, em Campo Grande, foi solto após pagar fiança de R$ 16 mil. Sebastião Antunes admitiu ter bebido antes do acidente e recusou o bafômetro. O guarda, que atuava há 15 anos na corporação em operações contra embriaguez ao volante, foi sepultado nesta sexta-feira (22) sob forte comoção.
O caminhoneiro Sebastião Antunes de Almeida, de 72 anos, preso após atropelar e matar o guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, pagou fiança de R$ 16 mil e foi solto nesta sexta-feira (22), após passar por audiência de custódia em Campo Grande.
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Sebastião havia sido preso em flagrante na noite de quarta-feira (20), acusado de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool.
Conforme o auto de prisão, o motorista admitiu aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente e, por isso, recusou o teste do bafômetro.
Ainda segundo o documento, equipes do Batalhão de Trânsito registraram que o caminhoneiro apresentava “odor etílico no hálito”, estava “exaltado” e tinha “dificuldades de equilíbrio”.
O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Padre Damião e Barão de Campinas, no Bairro Universitário. Eugênio seguia em uma motocicleta Honda CG Titan quando teve a trajetória interceptada pelo caminhão Ford F4000 conduzido por Sebastião, que fazia conversão à esquerda e invadiu a pista contrária, segundo a investigação.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostraram o momento da colisão frontal. O guarda morreu antes da chegada do socorro.
Após o acidente, o caminhoneiro deixou o local imediato da batida e foi encontrado na própria residência, nas proximidades do cruzamento. Aos policiais, disse que não faria o teste do etilômetro porque havia bebido momentos antes da colisão.
No auto de prisão em flagrante, o delegado Edson Caetano destacou que o crime prevê pena de cinco a oito anos de prisão e, por isso, a autoridade policial não arbitrou fiança na delegacia.
Eugênio atuava havia 15 anos na Guarda Civil Metropolitana e trabalhava justamente em operações de combate à embriaguez ao volante em parceria com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e Polícia Militar. O sepultamento dele ocorreu na tarde desta quinta-feira sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda.
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