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Educação e Tecnologia

Investimento público em educação profissional cresce 25% em Mato Grosso do Sul

Pagamentos de cursos integrados ao Ensino Médio e cursos tecnólogos somam R$ 227 milhões este ano

Por Cassia Modena | 22/05/2026 13:42
Investimento público em educação profissional cresce 25% em Mato Grosso do Sul
Estudante de escola estadual trabalhando como jovem-aprendiz (Foto: Divulgação/SED)

O investimento em cursos técnicos profissionalizantes integrados ao Ensino Médio nas escolas da rede estadual de Mato Grosso do Sul teve um acréscimo de 25% em relação ao ano passado e chegou ao patamar mais alto desde que a proposta foi introduzida.

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Mato Grosso do Sul ampliará em 25% o investimento em cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, passando de R$ 120 milhões para R$ 150 milhões em 2026. Atualmente, 60% dos alunos da rede estadual cursam o ensino técnico simultaneamente ao Médio. Os recursos são provenientes do Fundeb e visam reduzir a informalidade e qualificar mão de obra para suprir a demanda do mercado local.

O valor aplicado passará de R$ 120 milhões, em 2025, para R$ 150 milhões em 2026, disse hoje (22) o secretário estadual de Educação, Helio Daher, ao justificar os últimos contratos firmados com novas instituições de ensino privadas que ficarão responsáveis pela formação profissional oferecida dentro das escolas.

Atualmente, cerca de 60% dos matriculados em escolas estaduais cursam o Ensino Médio e técnico ao mesmo tempo. Cerca de 1,5 mil começaram a trabalhar mais cedo, por meio de contratos de jovem aprendiz mediados pela SED (Secretaria Estadual de Educação).

O objetivo é preparar os jovens para ingressarem no mercado de trabalho formal logo após a conclusão dos estudos, considerando a necessidade de reduzir a informalidade entre os jovens e de aumentar oferta de trabalhadores qualificados no Estado, explicou o secretário.

"A intenção é tirá-los da informalidade e atender à necessidade de mão de obra com o Estado crescendo. Não necessariamente eles vão parar no nível técnico e não vão querer entrar numa universidade, essa lógica só existe no Brasil. Inclusive, os participantes têm até um desempenho melhor no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)", disse Daher.

Investimento público em educação profissional cresce 25% em Mato Grosso do Sul
O secretário estadual de Educação, Helio Daher, durante evento na Capital (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

A taxa de jovens empregados e a renda mensal média entre os estudantes já formados devem ser medidas até o fim deste ano pela própria Secretaria.

Outro programa - A pasta também mantém contrato com outras instituições privadas, mas de nível superior, para a oferta de vagas para cursos tecnólogos com duração de três anos. Os estudantes devem ter concluído o Ensino Médio para se matricularem e não pagam nada pela formação.

O investimento nessa outra opção, a formação de "técnico subsequente", é de R$ 77 milhões anualmente. Ao longo dos três anos correspondentes ao tempo dos cursos, os contratos terão valor total de R$ 231 milhões.

Recurso federal - Juntos, os gastos com o ensino técnico integrado ao Ensino Médio e os cursos tecnólogos somam R$ 227 milhões apenas este ano. O secretário afirma que 100% do recurso vem do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), do Governo Federal.

Em relação ao estudante do Ensino Médio tradicional, é repassado ao governo estadual o dobro do valor para manter cada estudante do Ensino Médio integrado ao técnico. Essa "gratificação" subsidia os programas, detalha Daher.

Estado em crescimento - O secretário ressalta que o índice de matriculados no ensino integrado em Mato Grosso do Sul já é maior do que o dos países da Europa.

Além de focar no crescimento do ensino técnico, a SED mantém parcerias com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para também incentivar os estudantes a ingressarem numa graduação, inclusive eliminando matérias já cursadas no Ensino Médio. Daher diz que é uma forma de "já colocá-los dentro do ensino superior". O secretário defende que as estratégias de preparar para o mercado de trabalho e para cursos de graduação estão equilibradas no Estado.

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