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Política

Em jantar com Riedel, vereadores cobrarão ajuda do Estado para a Capital

ICMS, buracos, saúde, acesso às Moreninhas e eleições devem entrar na pauta do encontro com a Câmara

Por Jhefferson Gamarra e Mylena Fraiha | 22/05/2026 14:12
Em jantar com Riedel, vereadores cobrarão ajuda do Estado para a Capital
Governador durante encontro recente com vereadores da Capital (Foto: Reprodução)

Os vereadores de Campo Grande vão se reunir nesta sexta-feira (22) com o governador Eduardo Riedel (PP) em um jantar articulado pelo presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), para discutir demandas consideradas prioritárias para a Capital e abrir um canal político mais próximo entre o Legislativo municipal e o Governo do Estado.

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Vereadores de Campo Grande se reúnem nesta sexta-feira (22) com o governador Eduardo Riedel em jantar articulado pelo presidente da Câmara, Papy, para discutir demandas prioritárias da Capital, como o repasse do ICMS, infraestrutura e saúde. O encontro, que reunirá cerca de 25 dos 29 vereadores, também terá pauta eleitoral, com conversas sobre apoio à reeleição de Riedel.

Marcado para as 20h, em local não divulgado a pedido da organização, o encontro deve reunir cerca de 25 dos 29 vereadores da Casa e marca o início de uma aproximação política que, segundo Papy, vinha sendo tentada há meses.

“A gente já estava há alguns dias, na verdade há meses, tentando uma aproximação com o governador, mas as agendas nunca batiam. Agora consegui uma oportunidade na agenda dele para esta sexta-feira, hoje, e nós vamos encontrar com ele. É algo para aproximar ali com o governador, que vai começar essa agenda política com a Câmara”, afirmou o presidente ao Campo Grande News.

Embora o jantar tenha caráter político e institucional, os vereadores chegam ao encontro levando uma lista de reivindicações ligadas aos principais problemas enfrentados pela Capital. Entre os temas, o principal é a disputa envolvendo o repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para Campo Grande.

Segundo Papy, a divergência entre Estado e prefeitura sobre os critérios técnicos do cálculo do índice precisa de esclarecimentos e solução. A avaliação dentro da Câmara é que o município vem perdendo recursos há anos.

“A principal é a questão do ICMS. Existe uma disputa técnica dizendo que o governo está certo e Campo Grande está errada. A prefeitura diz que Campo Grande está certa e o governo está errado. Eu quero entrar no meio disso para entender o que precisa ser feito. Há três anos se fala que a cidade está perdendo dinheiro, cerca de R$ 150 milhões por ano, mas ninguém resolve. Então quero saber: o que precisa fazer?”, declarou.

O tema ganhou força após reunião anterior entre vereadores e a prefeita Adriane Lopes (PP), quando a gestora relatou ter tentado reverter administrativamente a queda no rateio do imposto, sem sucesso, e pediu apoio político dos parlamentares para buscar uma solução junto ao Estado.

Além do ICMS, os vereadores pretendem levar ao governador cobranças relacionadas à infraestrutura e à saúde pública. Estão na lista o auxílio estadual na operação tapa-buracos, a obra paralisada do novo acesso às Moreninhas e questionamentos sobre mudanças na rede hospitalar.

“O pessoal quer falar do acesso às Moreninhas, da saúde, da regulação que o Estado fez, do fechamento do pronto-socorro do Regional, porque disseram que isso foi ruim para nós. Não é cobrança, mas são pontos que o governo deixou de explicar para Campo Grande”, afirmou Papy.

O presidente da Câmara também citou a situação da cidade como motivação para ampliar o diálogo institucional.

“Estou tentando levar a turma para assuntos mais maduros, tirar um pouco essa barreira da formalidade, da guarda alta. Criar um ambiente seguro para o governador poder se expressar. Igual foi na reunião com a Adriane: um ambiente para falar mesmo. A cidade está um caos e precisamos discutir isso”, disse.

Além das pautas administrativas, o jantar terá forte componente político. O encontro ocorre em meio à organização do cenário eleitoral e deve incluir conversas sobre as eleições deste ano, participação dos vereadores na campanha e apoio ao projeto de reeleição de Riedel.

“Vai. Tem muito candidato na Câmara, a gente quer saber como vai ser isso, como a gente vai participar dessa eleição. Os vereadores também querem declarar apoio ao governador”, afirmou Papy ao ser questionado sobre a pauta eleitoral.

O presidente da Câmara também indicou que a relação política entre os parlamentares da Capital e o governador deve ir além do período eleitoral.

“Nós vamos reeleger o governador? Vamos. A Câmara está empenhada nisso, somos apoiadores. Mas aí a pergunta é: como vai ser? O que tem para Campo Grande? Qual é a pauta? Então é um ambiente de cobrança, mas com maturidade, para discutir política de verdade”, declarou.

Para Papy, o encontro tem peso político por representar a primeira agenda desse perfil do governador com o Legislativo municipal.

“Acho importante porque o governador ainda não tinha feito agenda política, e vai começar mais ou menos conosco. Politicamente, isso é muito importante para mim”, concluiu.