União vai homologar situação de emergência em Campo Grande após temporal
Segundo o deputado federal Vander Loubet, o reconhecimento será publicado ainda hoje (15) no Diário Oficial

Governo Federal reconheceu nesta terça-feira (15) a situação de emergência em Campo Grande em razão dos estragos provocados pelo temporal da última quinta-feira (10). A informação foi antecipada pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS), segundo o qual o ato seria publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).
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O Governo Federal reconheceu nesta terça-feira (15) a situação de emergência em Campo Grande após o temporal de quinta-feira (10), que causou destruição com rajadas de vento de até 83,8 km/h. O reconhecimento abre caminho para o município solicitar recursos federais para ações de resposta ao desastre. Uma comitiva de parlamentares viajou a Brasília para buscar apoio financeiro para obras emergenciais e de recuperação.
O reconhecimento federal refere-se à situação de emergência decretada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e abre caminho para que o município solicite recursos destinados às ações de resposta ao desastre e à recuperação das áreas atingidas.
Uma comitiva formada por Vander e pelos vereadores Beto Avelar (PP) e Landmark Rios (PT) viajou a Brasília (DF) para apresentar os prejuízos e buscar apoio federal. Pela manhã, os parlamentares estiveram com a assessora especial da Casa Civil da Presidência da República, Francisca Lucileide de Carvalho.
Segundo Vander, a reunião inicialmente prevista para as 10h30 foi transferida para as 14h30, no horário de Brasília, enquanto a comitiva aguardava a formalização do reconhecimento federal.
“A reunião passou para as 14h30 porque estávamos aguardando a publicação, no Diário Oficial da União, do reconhecimento da situação de emergência decretada pela prefeita. Foi um passo importante. A publicação saiu hoje e teremos uma reunião mais objetiva nesta tarde”, afirmou o deputado federal ao Campo Grande News.
Segundo o petista, o reconhecimento permite a liberação de recursos para medidas emergenciais, como a aquisição de lonas e outros materiais necessários ao atendimento imediato da população. Projetos de maior porte deverão ser apresentados posteriormente.
“De imediato, isso já garante alguns recursos para ações emergenciais, como a compra de lonas. São medidas para atender às demandas mais urgentes. Depois, existe um prazo para a apresentação dos projetos, como os relacionados à drenagem e a outras obras”, explicou Vander.
Vander não soube informar se a Prefeitura pedirá recursos específicos para serviços de tapa-buracos e para a recuperação do Armazém Cultural. Conforme o parlamentar, os projetos foram preparados e levados pela prefeita Adriane Lopes (PP).
A reunião desta tarde deverá contar com a participação da prefeita, do coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite, de Vander, do ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e dos vereadores Beto Avelar e Landmark Rios, representando a Câmara Municipal.

Decreto municipal - A Prefeitura decretou situação de emergência nas áreas atingidas no sábado (12). O Decreto Municipal nº 16.735 tem efeitos retroativos a 11 de setembro e validade de 180 dias. O desastre foi classificado como tempestade e vendaval.
O temporal atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira, com rajadas de vento de até 83,8 quilômetros por hora, conforme registros do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Em aproximadamente 28 minutos, a tempestade derrubou árvores e postes, destelhou imóveis, bloqueou ruas, provocou alagamentos e danificou a rede elétrica.
Entre as 17h de quinta-feira e as 6h de sexta-feira (11), o Corpo de Bombeiros recebeu 155 chamados relacionados a quedas ou riscos de queda de árvores. A interrupção no fornecimento de energia também atingiu residências, estabelecimentos comerciais, unidades de saúde e outros serviços essenciais.
Ainda não foi informado o valor que será solicitado ao Governo Federal nem quanto poderá ser destinado a Campo Grande. O montante dependerá do levantamento dos prejuízos e da análise dos projetos apresentados pelo município.
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