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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

11/11/2018 08:56

Movimento caiu, mas ambulantes chegam cedo aos locais de prova

Comerciantes pontuam que não venderam o esperado no domingo passado porque a quantidade de candidatos diminuiu

Danielle Valentim e Bruna Pasche
Vendedor Sidney Leonel Rodrigues, de 56 anos, vende espetinhos, salgados e refrigerantes na porta do Enem, há cinco anos. (Foto: Paulo Francis)Vendedor Sidney Leonel Rodrigues, de 56 anos, vende espetinhos, salgados e refrigerantes na porta do Enem, há cinco anos. (Foto: Paulo Francis)

Os ambulantes que aproveitaram para ganhar um extra nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na semana passada voltaram cedo neste domingo (11) em busca de um lugar estratégico para as vendas. No domingo passado, os ambulantes não atingiram a meta de venda, mas frisam que a queda no movimento já é sentida há alguns anos.

Para faturar, os vendedores apostam em canetas, refrigerantes, biscoitos, chicletes e até espetinhos, afinal, os portões em Mato Grosso do Sul, se abrem no horário de almoço, às 11h.

UCDB - O vendedor Sidney Leonel Rodrigues, de 56 anos, vende espetinhos, salgados e refrigerantes na porta do Enem, há cinco anos. Ele pontua que as vendas caíram nos últimos anos, mas ainda dá para ganhar um extra.

Sidnei é dono de um ponto fixo de espetinho no Santa Carmélia e tinha expectativa de vender R$ 300, no domingo passado.

“Tem menos gente fazendo a prova, então tem menos gente comprando. Cheguei cedo, por volta das 7h30, para achar um bom lugar. Domingo passado não vendi o que eu esperava e hoje acredito que vai ser mais fraco”, disse.

Trabalhando com a venda de lanches há mais de seis anos, Osmarina dos Santos, 46 anos, escolheu a UCDB, neste domingo. Para conseguir um ponto estratégico, a vendedora chegou à universidade por volta das 6h30.

“Fica cheio de vendedores e eu queria um lugar estratégico. Acho que hoje vai ser mais devagar que na semana passada, porque muita gente desiste, mas vim para vender. Onde tem movimento eu vou com meu carrinho”, disse.

O padrasto Carlos André de Souza e a enteada Pamela Barbosa, ambos com 24 anos, vão vender durante as provas pela primeira vez. Com chiclete, água, café, refrigerante e salgados, a dupla espera voltar para casa com os isopores vazios.

“Não compramos muita coisa por ser a primeira e queremos pegar o jeito, ver como que é”, disse Carlos.

O “veterano” de vendas Doralino Moraes, 56 anos. (Foto: Paulo Francis)O “veterano” de vendas Doralino Moraes, 56 anos. (Foto: Paulo Francis)

Uniderp – No entorno da Uniderp, na Avenida Ceará, a reportagem encontrou o “veterano” de vendas Doralino Moraes, 56 anos. Ele conta há 10 anos monta barraca em frente à universidade durante as provas do Enem. Ele pontua que as vendas caíram 70%.

“Eu acho que as vendas caíram porque a organização desconcentrou os alunos das faculdades. Tem muita gente fazendo a prova em escolas de bairro”, disse.

O ambulante Alonso Flores, de 56 anos, chegou às 6h e não reclama do movimento. Ele conta que tem parado na região há sete meses e pontua que, mesmo sem candidatos para a prova, no início desta manhã, conseguiu vender para trabalhadores que passaram pelo local.



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