Obra de R$ 2,4 milhões em rotatória divide comerciantes em avenida problemática
Enquanto uns esperam menos acidentes, outros temem congestionamentos e dificuldade de acesso às lojas

A implantação de semáforos e as mudanças previstas para a rotatória das avenidas Tamandaré, Euler de Azevedo e Dom Antônio Barbosa dividem os comerciantes que trabalham no entorno. Enquanto parte deles acredita que a intervenção reduzirá os acidentes, outros temem novos congestionamentos e prejuízos aos estabelecimentos.
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A implantação de semáforos e as mudanças na rotatória das avenidas Tamandaré, Euler de Azevedo e Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, dividem comerciantes do entorno. Com investimento de R$ 2,4 milhões, o projeto prevê drenagem, pavimentação, reforma de calçadas e novo sistema semafórico. Enquanto alguns aprovam a iniciativa por razões de segurança, outros temem congestionamentos e dificuldades de acesso. A ordem de serviço será assinada nesta quarta-feira (9).
Ordem de serviço para o início da obra será assinada nesta quarta-feira (9) pela Prefeitura de Campo Grande e pelo Governo de Mato Grosso do Sul. O investimento previsto supera R$ 2,4 milhões.
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Comerciante no local há quatro anos, Américo Júnior, de 44 anos, acredita que a sinalização poderá aumentar a segurança, mas duvida que seja suficiente para melhorar a circulação dos veículos. “Para diminuir os acidentes, acredito que sim. Mas, em relação ao fluxo, acho que não vai resolver muita coisa”, afirma.
Nesse período, Américo calcula ter presenciado cinco ou seis acidentes na rotatória, principalmente nos horários de maior movimento. Nenhum deles, segundo o comerciante, teve consequências graves.
Além do trânsito, ele teme que as mudanças impeçam o estacionamento em frente ao comércio. O estabelecimento recebe produtos pesados, como sacos de milho e ração, transportados por caminhões.
“Para nós, pode ser ruim. Como o caminhão vai parar para descarregar? Também vai complicar para os clientes que precisam estacionar para carregar as compras”, explica.
Representante de uma comissão formada por comerciantes da rotatória, José Nilton, de 62 anos, trabalha no endereço há 15 anos e se posiciona contra o projeto aprovado.
Segundo ele, o grupo participou de quatro reuniões com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e apresentou três propostas, mas nenhuma foi aceita. “O projeto aprovado é totalmente diferente do que a gente sugeriu. Ele muda a circulação e pode travar o trânsito, em vez de melhorar”, critica.
José também questiona o momento escolhido para o começo das intervenções. Para ele, a obra poderia ter sido iniciada antes e deve causar mais transtornos com a abertura de um atacadista nas proximidades.

A comerciante Ana Marina Castelão, de 55 anos, tem avaliação diferente. Há 11 anos trabalhando na região e usuária frequente da rotatória, ela considera necessária a instalação dos semáforos.
“Vai ser de grande valia, porque o trânsito é intenso. Há pessoas indo para a universidade, para o Detran e para outras regiões da cidade. Já passou da hora de fazerem isso”, afirma.
Investimento e mudanças - O reordenamento viário receberá investimento superior a R$ 2,4 milhões. A licitação foi anunciada em maio, com valor estimado de R$ 2.440.397,75.
O projeto prevê serviços de drenagem, pavimentação, reforma de calçadas com acessibilidade, novas aberturas no canteiro central e adequação dos retornos. Também serão implantadas sinalizações horizontal e vertical, além de um novo sistema semafórico.
A intervenção pretende reduzir os pontos de conflito e melhorar a ligação entre as regiões do Segredo, Imbirussu e Centro. Segundo a prefeitura, serão beneficiados moradores da Vila Nasser, Vila Nossa Senhora das Graças, Santa Luzia, Vila Sobrinho e São Francisco.
A obra será realizada em parceria com o Governo do Estado e contará com participação técnica do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e da Agetran.
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