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17/05/2011 20:33

Livro sobre Sítio Arqueológico Paraíso das Águas vai detalhar vestígios de povoamento

Paula Maciulevicius
Encontro está na terceira edição e aborda Geoarqueologia. (Foto: Simão Nogueira)Encontro está na terceira edição e aborda Geoarqueologia. (Foto: Simão Nogueira)

O Sítio Arqueológico o mais novo munícipio de Mato Grosso do Sul Paraíso das Águas, ex-distrito de Costa Rica, tem indícios da presença humana há 11,2 mil anos e vai ganhar um livro. A obra vai detalhar toda a descoberta, vestígios e as ferramentas indicativas do povoamento.

Para a professora doutora Emília Kashimoto, ainda é preciso muita informação para entender o modo de vida dos seres humanos do passado pré-colonial de Mato Grosso do Sul.

Um caso que exemplifica a necessidade que a sociedade tem de ter mais conhecimento científico esta em Campo Grande, o da “pedra de raio” encontrada em uma obra de contenção de enchentes do córrego Prosa, na Avenida Nelly Martins, em abril deste ano, que provocou a prisão de um homem que tentava vender o artefato na internet.

Pedra de raio que seria vendida na internet.Pedra de raio que seria vendida na internet.

O funcionário da empresa que realizava obras na região tentou comercializar o objeto em um site de vendas por R$ 50 mil. Após denúncias feitas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) sobre a comercialização do artigo, a Polícia Federal apreendeu a pedra.

Como é novidade esse tipo de descoberta por aqui, a doutora diz que “é preciso refletir no conhecimento que a sociedade em geral tem acerca do significado cultural arqueológico, para que todos tenham reflexão sobre o assunto para não ocorrer algo que já é caracterizado como crime ambiental”, resume a doutora.

A doutora do MuArq afirma que oficializados são cerca de 700 sítios arqueológicos em todo o Estado, mas que ainda há extensas áreas que ainda não foram pesquisadas. O número portanto, pode ser o triplo.

Essas deficiências são discutidas durante o 3º Encontro de Arqueologia de Mato Grosso do Sul. A programação inclui minicurso “Introdução à Geoarqueologia”, ministrado pela professora doutora Emília Marico Kashimoto. Com o tema “Geoarqueologia”, o evento é realizado pelo MuArq (Museu de Arqueologia da UFMS).

Aberto para estudantes, professores e público em geral, o Encontro tem o enfoque na relação entre arqueologia e ciência da terra, estudo do solo e como os sítios arqueológicos podem contribuir para o conhecimento humano, através do estudo da análise do solo.

Doutora do MuArq, Emília Kashimoto explica que sociedade precisa ter conhecimento científico da arqueologia do Estado. (Foto: Simão Nogueira)Doutora do MuArq, Emília Kashimoto explica que sociedade precisa ter conhecimento científico da arqueologia do Estado. (Foto: Simão Nogueira)

No minicurso ministrado pela doutora Emília, será discutida as características das mudanças ambientais dos últimos 10 mil anos no Rio Paraná. Emília explica que da mesma forma que se discute mudanças climáticas, também ocorrem as ambientais que influenciam na migração humana.

“Períodos de seca, de maior aquecimento, anos de período glacial, depois a temperatura se elevou e os povos ocuparam as margens dos rios. Por haver florestas, nos últimos cinco mil anos eles ocuparam intensamente o Estado”, contextualiza.

Programação – Amanhã a professora doutora e vice-diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP Marisa Coutinho Afonso, realiza a palestra “Geoarqueologia: métodos, técnicas e aplicações, a partir das 19h, no auditório do CCHS, na UFMS.

No dia 19, a continuidade do minicurso “Introdução à Geoarqueologia de Mato Grosso do Sul”, com a professora doutora do MuArq, Emília Kashimoto, às 14h, no auditório do MuArq, no Memorial da Cultura e Cidadania de Mato Grosso do Sul.

Para fechar, palestra com o professor doutor da USP, Astolfo Gomes de Melo Araújo, com o tema “Paleoambientes e Paleoíondios: algumas reflexões”, marcada para 19h , no auditório do CCHS, na UFMS.

Informações podem ser obtidas pelo telefone 3321-5751.

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