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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

14/07/2013 16:55

Músico de 29 anos morre de meningite bacteriana em Campo Grande

Paula Maciulevicius
Músico, Helton tocava bateria, teclado, violão e baixo. (Foto: Reprodução/Facebook)Músico, Helton tocava bateria, teclado, violão e baixo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Aos 29 anos as luzes do palco se apagaram para Helton Sambrana Maia. O jovem músico que tinha o trabalho reconhecido em Campo Grande no violão, baixo, teclado e bateria, morreu na madrugada deste domingo, por volta das 2h, na Santa Casa, por meningite bacteriana.

No velório, na Pax Real, na avenida Bandeirantes, familiares e amigos chegavam a todo momento. Irmão gêmeo de Helton, Herlon Maia relatou que os sintomas começaram aparentando ser uma gripe forte, na quinta-feira.

“Ele ficou com febre e mal durante a noite e na sexta ficou deitado o dia todo de repouso. Ele foi ao médico, tomou soro e dormiu em casa. No sábado ele já acordou mal, quando eu cheguei ele estava inconsciente e não me conhecia. Muito agitado e nervoso”, descreveu o irmão.

Helton foi atendido na sexta e também no sábado no posto de saúde do bairro Guanandi. Na segunda vez, ele já chegou com perda de consciência, foi sedado e teve enfisema subcutânea. “Eles colocaram oxigênio e ele saiu da ambulância roxo” comentou Herlon.

Velório é realizado na Pax Real, na avenida Bandeirantes e enterro será 8h30 desta 2ª. Velório é realizado na Pax Real, na avenida Bandeirantes e enterro será 8h30 desta 2ª.

A primeira suspeita foi de H1N1, mas o laudo confirmou meningite bacteriana. No sábado, o quadro de Helton era considerado estável, no entanto ele estava em coma induzido, respirando por aparelhos e com o pulmão muito afetado.

“Quando foi 1h da manhã, eles tentaram reanimar ele três vezes, na última ele não voltou e morreu hoje”, disse Herlon.

Para a família o choque foi saber a causa da morte. “A gente já ouviu falar, mas nunca viu alguém com essa doença grave”, completou o irmão.

Herlon, que também é músico, fala que o irmão adorava a música. “Ele tocava de tudo um pouco e sempre foi doido por isso”. “Até no dia de folga, ele estava lá no estúdio. Ele não descansava, viveu para tocar”, reforçou a cunhada, Jolmara Maia, 29 anos.

A mãe de Helton, Salete Aparecida Maia, 50 anos, estava desolada. Com lágrimas nos olhos ela recebia o abraço de cada um dos amigos. “A gente achou que não era nada grave. O que ficou foi a lembrança dos bons momentos. Ele era meu amigo, meu companheiro, um bom filho”, disse.

Entre amigos, colegas de escola e músicos que dividiram o palco com Helton, que há dois anos trabalhava na casa noturna de Sertanejo, Valley.

“Ninguém esperava que fosse acontecer isso com ele. Um cara quieto, receptível, era o que mais entendia todo mundo”, comentou o cantor da dupla Hugo e Raul, Hugo Meza, de 24 anos.

Em 13 anos de amizade, a professora Jamile Lima, 25 anos, recebeu a notícia de que ele estava em estado grave ainda na tarde de sábado. Ela ficou junto da família na Santa Casa. “A esperança era que fosse um resfriado forte, alguma coisa assim. Até na última parada a gente tinha certeza de que ia abrir a porta e o médico ia dizer que ele ficaria bem”, recorda.

Os dois se conheceram pela música. Helton tocou na formatura de 8ª série de Jamile. “Realmente era a vida dele. Ele vivia para a música, para os amigos e para a família”, completou.

Amiga por conta das filhas e da sobrinha, Heloísa Pitzschk, 51 anos, fala que ainda não caiu a ficha, mas já é uma saudade muito grande. “Eu já perdi um filho e a dor é a mesma coisa. É uma segunda vez. Ele era uma pessoa muito iluminada, sempre foi”.

O enterro está programado para 8h30 desta segunda-feira, no cemitério Memorial Park, na avenida Senador Filinto Muller.

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Fui seu professor de História aqui em Corumbá na escola ENEM. Infelizmente a vida sempre nos trás essas surpresas, estou muito triste, mas espero que Deus possa confortar a sua família e que o Erlon continue o trabalho, que é maravilhoso e com muito sucesso.
São os pêsames do professor Maciel.
 
MACIEL ALVES DE CARVALHO em 15/07/2013 18:38:55
Muito triste ate agora não acredito.... Jeová Deus conforte nossos corações dessa dor.
 
Mary Locutora Corumbá em 15/07/2013 14:39:08
Lembranças ficaram .
 
Lauriana Gregório de Almeida em 15/07/2013 11:43:32
Rapaz saudável, atleta também aonde joguei com ele no futebol clube corumbaense amigo de infância, e desde criança já gostava de cantar e tocar seu violão..Lamentável a perda de um grande amigo querido..que ele descanse em paz, esteja com o senhor grande Deus..Deus te abençoe Helton..e que senhor conforte o coração da família..
 
ANDERSON RANIERY em 15/07/2013 10:02:15
Saudades Eternas... Que Deus conforte o coração da família e dos amigos (BNB)...
Descanse em paz meu amigo...
 
TELMA CHAVES em 15/07/2013 09:51:00
Ao ver essa notícia, meu coração apertou. Passou um filme em minha cabeça. Lembrei de tudo que passei quando tive meningite bacteriana... das mais de sete vezes que fui ao posto de saúde e me falavam que era virose, do sofrimento que foi até descobrirem, dos quase dois meses que fiquei internada no Regional e da determinação da minha mãe que ficou todos os dias comigo no hospital. Em seguida, me dei conta do quanto tenho que agradecer a Deus por ter me curado plenamente e pela nova vida que me proporcionou. Meus sinceros sentimentos aos amigos e familiares de Helton Sambrana Maia.
 
Karla Lyara em 15/07/2013 09:32:54
INFELIZMENTE a verdade é uma só, depender de diagnóstico CONFIÁVEL ou URGENTE em Campo Grande é piada, ainda mais em se tratando de SUS, morre mesmo, .
 
juraci montanha em 15/07/2013 09:10:04
É lamentável, ainda, que a medicina esteja tão atrasada em nossa Capital. Essa infeliz vítima pereceu por falta de um diagnóstico rápido. Ao procurar socorro, de pronto, o "médico" ou os "médicos" deveriam se prontificar a excluir doenças que graçam hoje e são letais. H1N1, meningite etc. e não aplicar um sorinho e dispensar a vítima. Perdura a máxima, o melhor hospital, aviões da TAM, Avianca, Azul e Sampa, imediatamente.
 
Clito Antunes Bevilacqua em 14/07/2013 21:35:24
minha mãe morreu ha cinco anos com a mesmo doença, ela ficou dois dias internada e não descobriram o que era ...suspeitavam de meningite bacteriana depois da morte dela ate hoje olho o atestado de óbito dela com causa morte por parada cardio respiratória ....meus sentimentos a família e que DEUS conforte essa dor
 
andre espinosa em 14/07/2013 20:32:59
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