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Capital

Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa

Jéssica aprendeu com Erotildes que brasileiro não desiste nem quando o placar aperta

Por Anahi Zurutuza e Gabi Cenciarelli | 29/06/2026 14:44
Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa
Jéssica mostra foto da mãe com a avó na torcida pelo Brasil em Copa do Mundo passada (Foto: Gabi Cenciarelli)

A torcida de Jéssica Gomes, de 27 anos, na Cidade da Copa, em Campo Grande, não era só pelo Brasil. Caixa de supermercado, ela foi assistir ao jogo contra o Japão, nesta segunda-feira (29), para homenagear a avó, Erotildes, que morreu no começo do ano, aos 80 anos, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e passar cerca de seis meses internada.

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Jéssica Gomes, de 27 anos, foi à Cidade da Copa, em Campo Grande, assistir ao jogo do Brasil contra o Japão para homenagear a avó Erotildes, que morreu no início de 2025, aos 80 anos, após um AVC. Apaixonada por futebol, a avó reunia a família para torcer pelo Brasil. A família mandou fazer uma camisa com o apelido dela e mantém a tradição de assistir aos jogos em sua memória.

Vestida de verde e amarelo, Jéssica conta que a avó era daquelas torcedoras que não deixavam ninguém assistir à Copa em silêncio. Era brasileira com orgulho, são-paulina roxa e fazia questão de vestir a camisa da Seleção sempre que o Brasil entrava em campo.

Eu vim ver o jogo para honrar a memória da minha avó e continuar o que ela ensinou para a gente: torcer pelo Brasil até o fim. Ela era brasileira, são-paulina roxa, tinha roupa do Brasil, colocava a camisa e fazia todo mundo torcer junto. Quando o Brasil perdia, ela ensinava a gente a não desistir. Nem do jogo, nem de nada na vida”, contou.

Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa
Jéssica Gomes, de 27 anos, na Cidade da Copa (Foto: Gabi Cenciarelli)

A avó morreu no começo deste ano, mas, segundo Jéssica, a tradição ficou. A família continua se reunindo para acompanhar os jogos porque a torcida virou uma forma de manter viva a presença de Erotildes.

“Infelizmente, no começo do ano a gente perdeu ela. Mas a família inteira continua assistindo aos jogos por causa dela. Minha prima até mandou fazer uma camisa com o apelido dela, ‘Erotilos’. A gente jamais vai deixar esse legado sumir”, disse.

A paixão pelo futebol, segundo Jéssica, atravessou gerações. Ela mesma já levou o costume para os filhos, com casa decorada, bandeirinhas e torcida organizada dentro da família. “Eu já ensinei meus filhos, levei bandeirinhas para eles, decorei a casa. Hoje eles estão com o pai e eu vim sozinha, mas estou aqui por ela”, afirmou.

No meio da partida, Jéssica ainda achou espaço para brincar com a própria sorte. Ela contou que saiu rapidamente para ir à farmácia e, quando voltou, o Brasil marcou. “Eu saí rapidinho para ir à farmácia e, quando voltei, saiu o gol. Tenho certeza de que a torcida que ela está fazendo lá do céu está ajudando o Brasil”, brincou.

Na Cidade da Copa, em meio a camisas amarelas, cornetas e olhos grudados no telão, a homenagem de Jéssica mostrou que, para algumas famílias, Copa do Mundo nunca foi só futebol. Às vezes, é também memória, herança e saudade soprando junto com a corneta.

Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa
Avó e neta na torcida pelo Brasil em 2018 (Foto: Instagram/Reprodução)
Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa
Card em homenagem a Erotildes, que hoje, torce do céu (Foto: Reprodução)