Neta leva saudade da avó para torcer pelo Brasil na Cidade da Copa
Jéssica aprendeu com Erotildes que brasileiro não desiste nem quando o placar aperta

A torcida de Jéssica Gomes, de 27 anos, na Cidade da Copa, em Campo Grande, não era só pelo Brasil. Caixa de supermercado, ela foi assistir ao jogo contra o Japão, nesta segunda-feira (29), para homenagear a avó, Erotildes, que morreu no começo do ano, aos 80 anos, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e passar cerca de seis meses internada.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Jéssica Gomes, de 27 anos, foi à Cidade da Copa, em Campo Grande, assistir ao jogo do Brasil contra o Japão para homenagear a avó Erotildes, que morreu no início de 2025, aos 80 anos, após um AVC. Apaixonada por futebol, a avó reunia a família para torcer pelo Brasil. A família mandou fazer uma camisa com o apelido dela e mantém a tradição de assistir aos jogos em sua memória.
Vestida de verde e amarelo, Jéssica conta que a avó era daquelas torcedoras que não deixavam ninguém assistir à Copa em silêncio. Era brasileira com orgulho, são-paulina roxa e fazia questão de vestir a camisa da Seleção sempre que o Brasil entrava em campo.
- Leia Também
- Com tatuagem de Neymar, torcedor tem esperança que o camisa 10 entre e faça gol
- Brasil reage no 2º tempo, pressiona o Japão e Casemiro empata o jogo
Eu vim ver o jogo para honrar a memória da minha avó e continuar o que ela ensinou para a gente: torcer pelo Brasil até o fim. Ela era brasileira, são-paulina roxa, tinha roupa do Brasil, colocava a camisa e fazia todo mundo torcer junto. Quando o Brasil perdia, ela ensinava a gente a não desistir. Nem do jogo, nem de nada na vida”, contou.
A avó morreu no começo deste ano, mas, segundo Jéssica, a tradição ficou. A família continua se reunindo para acompanhar os jogos porque a torcida virou uma forma de manter viva a presença de Erotildes.
“Infelizmente, no começo do ano a gente perdeu ela. Mas a família inteira continua assistindo aos jogos por causa dela. Minha prima até mandou fazer uma camisa com o apelido dela, ‘Erotilos’. A gente jamais vai deixar esse legado sumir”, disse.
A paixão pelo futebol, segundo Jéssica, atravessou gerações. Ela mesma já levou o costume para os filhos, com casa decorada, bandeirinhas e torcida organizada dentro da família. “Eu já ensinei meus filhos, levei bandeirinhas para eles, decorei a casa. Hoje eles estão com o pai e eu vim sozinha, mas estou aqui por ela”, afirmou.
No meio da partida, Jéssica ainda achou espaço para brincar com a própria sorte. Ela contou que saiu rapidamente para ir à farmácia e, quando voltou, o Brasil marcou. “Eu saí rapidinho para ir à farmácia e, quando voltei, saiu o gol. Tenho certeza de que a torcida que ela está fazendo lá do céu está ajudando o Brasil”, brincou.
Na Cidade da Copa, em meio a camisas amarelas, cornetas e olhos grudados no telão, a homenagem de Jéssica mostrou que, para algumas famílias, Copa do Mundo nunca foi só futebol. Às vezes, é também memória, herança e saudade soprando junto com a corneta.




