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Comportamento

No pronto atendimento, pacientes deixam torcida de lado por "saúde em 1º lugar"

Cerca de 60 pessoas aguardavam nas salas de espera da UPA Universitário e PAI Tiradentes nesta tarde

Por Cassia Modena e Inez Nazira | 29/06/2026 14:59
No pronto atendimento, pacientes deixam torcida de lado por "saúde em 1º lugar"
UPA Universitária, na Capital, tem demanda em dia de jogo (Foto: Inez Nazira)

Como estão as unidades de pronto atendimento de Campo Grande durante o jogo do Brasil contra o Japão no primeiro jogo da seleção na fase de mata-mata da Copa do Mundo? A reportagem passou hoje (29) em duas que somavam cerca de 60 pessoas na espera e ouviu de pacientes que é preciso deixar a torcida de lado para priorizar a saúde.

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UPAs de Campo Grande registraram cerca de 60 pessoas na sala de espera durante o jogo do Brasil contra o Japão pela Copa do Mundo. Pacientes relataram que a saúde é prioridade. Por decreto municipal, as unidades de pronto atendimento e postos de saúde permanecem abertos nos dias de jogos da seleção brasileira.

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitária tinha algumas cadeiras vazias na recepção e, na maioria, adultos aguardando atendimento. Um deles era Francisco Everton Carvalho, 27 anos.

Ele é trabalhador do setor de silvicultura e machucou a perna quando estava a caminho do expediente. "Vim ver como ela está", afirmou.

No pronto atendimento, pacientes deixam torcida de lado por "saúde em 1º lugar"
Fachada da UPA Universitária, que tinha cerca de 30 pessoas na sala de espera (Foto: Inez Nazira)

A unidade não tem televisão na sala de espera e Francisco também não quis acompanhar a partida pelo celular. "Não estou acompanhando o jogo do Brasil, não. Para mim, tudo bem perder a partida. A saúde vem em primeiro lugar", declarou.

O trabalhador chegou por volta das 10h e não havia sido chamado até às 14h, quando deu entrevista.

Também na Universitária, a administradora Deise Martins, 46 anos, buscava uma avaliação do pé que torceu enquanto limpava a cozinha no trabalho. Ela caiu no chão molhado. "Chamei o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e foi bem rápido, fui bem atendida", relata.

No pronto atendimento, pacientes deixam torcida de lado por "saúde em 1º lugar"
Pronto Atendimento Infantil com algumas cadeiras vazias para espera (Foto: Inez Nazira)

A administradora não seria liberada hoje à tarde para assistir ao jogo, teria que trabalhar. "Eu nem estava assistindo", afirmou sobre a Copa do Mundo. É a primeira vez que ela vai até a UPA Universitária. Havia chegado quando a partida já estava em andamento.

No PAI (Pronto Atendimento Pediátrico) do CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, o Campo Grande News encontrou crianças uniformizadas para assistir ao jogo, mas que não puderam.

Funcionário de um supermercado e estudante, Alan Pereira do Nascimento, 22, foi liberado do trabalho para assistir à partida, porém, precisou ir até a UPA para acompanhar a filha.

A avó da menina entrou no consultório médico, enquanto Alan ficou do lado de fora vendo Brasil e Japão jogarem. "Ela acabou de ser atendida pelo pediatra. É um olho no jogo e outro na minha filha. Ela é a prioridade", falou.

Segundo decreto municipal, tanto as unidades de pronto atendimento quanto os postos de saúde ficarão abertos nos dias de jogos do Brasil pela Copa do Mundo.

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