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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/03/2016 21:58

No 2º dia, protesto tem balada, 1.500 pessoas e pedido de “Fora Dilma”

Cartazes pediram fim da impunidade, ironizaram que Dilma foi eliminada do BBB e que presidente está louca

Aline dos Santos, Fernanda Yafusso e Michel Faustino
Protesto teve totem do juiz Moro e bonecos de Dilma e Lula presos. (Foto: Marcos Ermínio)Protesto teve totem do juiz Moro e bonecos de Dilma e Lula presos. (Foto: Marcos Ermínio)
Totem com imagem do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato.  (Foto: Marcos Ermínio)Totem com imagem do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato. (Foto: Marcos Ermínio)
Mobilização reuniu 1.500 pessoas na Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio)Mobilização reuniu 1.500 pessoas na Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio)

“Nas favelas, no Senado. Sujeira pra todo lado”. A música do Legião Urbana fez parte da trilha sonora do protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que reuniu 1.500 pessoas nesta quinta-feira (dia 17) em Campo Grande.

O som veio do DJ Natureza, que se uniu ao grupo e deu clima de balada à noite na avenida Afonso Pena, em frente ao MPF (Ministério Público Federal). A manifestação, realizada pelo segundo dia consecutivo, também teve, mais uma vez, a oração do Pai Nosso.

Nesta quinta-feira, a PM (Polícia Militar) informou público de 1.500 participantes. Ontem, a organização calculou que a mobilização atraiu 3 mil pessoas. Já a policia, na ocasião, só divulgou estimativa no começo do protesto, quando contabilizou público de 400 pessoas.

Lideranças do movimento Reaja Brasil solicitaram que os participantes cancelem seus compromissos de hoje e permaneçam durante toda a noite e a madrugada no local. A mobilização começou às 18h, quando pessoas com cartazes, faixas, fogos de artifício e barracas começaram a se concentrar em frente ao prédio do MPF.

“Nós estamos lutando não para tirar um partido, mas sim uma organização criminosa”, disse o agente da Polícia Federal André Salineiro, 39 anos, que levou a esposa e as duas filhas, uma de 4 e outra de 12 anos, para a manifestação. A família levou uma barraca e pretende acampar, passando a noite no local. 

O estudante Camilo Barbosa, 21 anos, foi um dos primeiros na avenida Afonso Pena. “Eu cheguei cedo e não tenho hora para ir embora”, afirma. Ele estava acompanhado por um grupo de amigos munidos com bandeiras.

O protesto também teve bonecos contra Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de um totem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato. Os cartazes pediram fim da impunidade, ironizaram que Dilma foi eliminada do BBB (Big Brother Brasil) e que a presidente está louca.

Três servidores do MPF circularam um abaixo-assinado “10 medidas contra a corrupção” entre os participantes. Logo no começo, o documento recebeu 80 adesões. O conjunto de medidas contempla metas como a criminalização do enriquecimento ilícito; aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores; celeridade nas ações de improbidade administrativa; reforma no sistema de prescrição penal; responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2.

Um grupo de 10 pessoas levou sacolinhas plásticas para recolher o lixo durante a manifestação. Os protestos ganharam força ontem, após divulgação de que Lula foi nomeado ministro-chefe da Casa Civil. Na mesma noite, vieram a público gravações de diálogos entre Dilma e Lula. Nesta quinta-feira, Lula chegou a tomar posse, mas a decisão foi derrubada pela Justiça.

Amanhã, a expectativa é de mais protesto na rua. Os irmãos Guilherme Zanello, 31 anos, e Gustavo Zanello, 30 anos, contam que já participaram de outras manifestações e que estão se organizando para sexta-feira. "A participação e envolvimento da população é de extrema importância, pois às vezes podem achar que sua presença não faz diferença ou que não vai adiantar manifestar contra o que está acontecendo no País. Mas faz sim diferença, vale a pena", diz Guilherme. 




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