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Capital

No lugar dos alunos, pais aparecem para fiscalizar medidas contra pandemia

“Minha filha está ansiosa para voltar, mas tenho medo por causa da aglomeração”, diz pedreiro

Por Aline dos Santos e Mariana Rodrigues | 01/03/2021 08:27
Escola Joaquim Murtinho reabriu as portas hoje para acolhida de apenas 250 alunos. (Foto: Henrique Kawaminami)
Escola Joaquim Murtinho reabriu as portas hoje para acolhida de apenas 250 alunos. (Foto: Henrique Kawaminami)

A filha de 14 anos ficou em casa, mas o pai Cleones Nascimento Joaquim, 37 anos, foi nesta segunda-feira (dia primeiro) à escola estadual Joaquim Murtinho, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, para fiscalizar as regras de biossegurança. Hoje, a escola abre as portas para apenas 250  estudantes para duas semanas de acolhida. Em clima de teste, a direção vai verificar como servir o lanche sem provocar aglomeração.

“Vim para tirar dúvidas e pegar orientação com a direção. Minha filha está ansiosa para voltar a estudar, mas tenho medo por causa da aglomeração”, afirma o pedreiro Cleones, que foi à escola junto com a esposa nesta manhã.

Caso libere a filha para a aula presencial, ele já se prepara para arcar com custo do transporte por aplicativo. “Moro no Itamaracá e não quero que ela faça de ônibus o trajeto entre a casa e a escola”, diz.

Bastante receosa por conta da evolução da pandemia, a acadêmica Madalena Brigitte Raquel David, 46 anos,  cedeu à ansiedade da filha de 14 anos, que não via a hora de conhecer os colegas de escola. “Resolvi testar para ver como vai ser. Minha maior preocupação é com a contaminação. Lá em casa, tomamos todos os cuidados”, diz a mãe.

Cleones Nascimento Joaquim deixou a filha em casa e foi hoje à escola para ver estrutura. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cleones Nascimento Joaquim deixou a filha em casa e foi hoje à escola para ver estrutura. (Foto: Henrique Kawaminami)

A preocupação é maior porque o marido de Madalena já teve covid-19 e permaneceu internado por dez dias. Portanto, a família sabe como o enfrentamento da doença pode ser difícil.

“Como tem muita gente junto, não sei como cada um se previne. Acho que os professores deveriam ser imunizado igual aos profissionais de saúde. Orientei a minha filha a não retirar a máscara”, conta. A adolescente levou duas proteções faciais para a troca a cada duas horas e álcool em gel.

A autônoma Andréia Silva Marcos, 39 anos, autorizou que a filha de 16 anos participe dessa etapa presencial de acolhida na escola. “Mas dá medo. Especialmente do jeito que está a pandemia atualmente. O maior medo é da aglomeração”, diz.

De acordo com o diretor da escola Joaquim Murtinho, Cláudio Morinigo Ribeiro, foram adotadas várias medidas de biossegurança: horário de aula reduzido, oferta de álcool em gel, apenas 18 alunos por sala e teste para o lanche.

Alerta em carteiras é para que alunos mantenham distanciamento. (Foto: Henrique Kawaminami)
Alerta em carteiras é para que alunos mantenham distanciamento. (Foto: Henrique Kawaminami)

A participação nestes 15 dias de acolhida é escalonada. Nesta segunda-feira, estarão presentes apenas os alunos do 1º ano do Ensino Médio. Amanhã, será a vez do 2º ano, e na quarta-feira (3), dos estudantes do 3º ano. Na próxima semana o esquema se repete.

Caso os pais não queiram enviar os filhos às escolas, deverão assinar um termo de compromisso. Tanto a acolhida durante as duas primeiras semanas quanto o modelo híbrido, a partir de abril são facultativos. Ou seja, os alunos não são obrigados a ir.

Para a volta às aulas, os alunos irão receber um kit com três máscaras, um pote de álcool em gel 480 ml e uma bisnaga de 100 ml para reposição.

Cartaz em escola lembra que máscara é de usoobrigatório. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cartaz em escola lembra que máscara é de usoobrigatório. (Foto: Henrique Kawaminami)


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