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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

30/05/2011 18:21

Nove testemunhas falam sobre acusados de duplo homicídio

Nadyenka Castro

Próxima audiência será dia 20 de junho

Lorraine e os irmãos Eder e Cristian. Atrás deles Weber, no dia 12 de maio, quando foram ouvidas as testemunhas de acusação. (Foto: João Garrigó)Lorraine e os irmãos Eder e Cristian. Atrás deles Weber, no dia 12 de maio, quando foram ouvidas as testemunhas de acusação. (Foto: João Garrigó)

Nove pessoas falaram na tarde desta segunda-feira à Justiça sobre três dos quatro acusados de envolvimento no assassinato de Cláudia Araújo Mugnaine e de Regina Bueno França, ocorrido no dia 2 de dezembro do ano passado, no Jardim Tijuca, em Campo Grande.

As testemunhas de defesa contaram sobre a relação entre os réus. A primeira delas, que também foi arrolada pela acusação, foi o sogro do acusado Weber de Sousa Barreto, o “Ebinho”. Ele reafirmou o que a esposa já havia dito: que foi ele quem levou Weber para Goiás, onde foi preso.

Segundo a testemunha, o genro havia lhe dito que ele e a esposa estavam sendo ameaçados de morte. “E a mulher dele é minha filha”, declarou.

Após o depoimento dele foram ouvidas três testemunhas de defesa de Lorraine Rory Silva. Todas falaram sobre o carinho da ré com o filho, que disseram ter entre cinco e seis anos, que nunca viram ela com namorados e que desconhecem que ela tenha sido garota de programa.

A quinta pessoa ouvida sobre o caso hoje foi a esposa de Weber. Ela pediu para que os demais acusados, Lorraine, Cristian Rantagne Cassedo e o irmão dele, Éder Rantagne Cassedo, saíssem da sala de audiência. “Eu tenho medo. Já marcaram o rosto da minha mãe e ela foi ameaçada”, disse quando questionada sobre o porque de ter solicitado que os três fossem retirados.

Ela contou que o marido recebia muito bem pelos serviços como técnico em refrigeração, mas que faltava até alimentos na casa dela e que ele dizia que estava sendo ameaçado de morte por “Corumbá”, apelido de Cristian. Falou também que Weber já tinha ficado com Cláudia, uma das vítimas, “umas três vezes”, quando estavam rompidos, e que as ameaças recebidas pelo esposo eram porque Eder desconfiava que ele tinha se envolvido com Lorraine.

A jovem diz desconhecer esse relacionamento. Segundo a Polícia Civil, Lorraine era namorada de Eder. Ela conhecia as vítimas, que teriam denunciado Eder à Polícia, pois ele estava foragido do regime semiaberto. Por causa disso ele voltou à cadeia e teria mandado matar Cláudia e Regina.

Também foram ouvidos o cunhado de Weber, o qual afirmou que este recebia pelos serviços, mas nunca tinha dinheiro, e o proprietário da casa que o acusado alugou por dois anos. Este contou que o réu pagava corretamente o aluguel, mas nos últimos meses não honrava o compromisso. “Eu via ele trabalhando. Então chamei ele para conversar, mas ele não explicava porque não tinha dinheiro”.

Eder levou como testemunhas de defesa um companheiro de cela e também a esposa. O primeiro, o qual disse estar preso por furto, falou que nunca viu celular ‘entre as quatro paredes’.

Já a esposa relatou que convive com Eder há seis anos, entretanto, estavam separados na época do crime, pois dias antes Lorraine havia ido à casa dela, junto com Weber, e contado que era amante do réu.

Diante da situação, a esposa entregou a Lorraine uma mala com roupas e calçados de Eder. “Arrumei a mala e dei para ela”. Depois disso, a jovem retomou o relacionamento quando soube que Eder estaria envolvido no duplo homicídio.

Próximo passo- Sete pessoas faltaram à audiência. Todas de Weber. A defesa insiste na oitiva de três delas e a próxima audiência ficou marcada para 20 de junho, às 8h30min. As testemunhas de Cristian, duas, foram ouvidas em Corumbá, por carta precatória.

Depois, o próximo passo na ação penal é interrogar os quatro acusados. Depois disso, o juiz responsável pelo caso, Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, irá analisar o processo e decidir se manda os acusados a júri popular ou não.

Todos estão presos. De acordo com as investigações da Polícia Civil, a mando de Eder, Weber e Cristian mataram Cláudia e Regina. Lorraine, que era amiga das duas, teria facilitado o crime. Weber nega que tenha executado as mulheres, mas afirma que levou Cristian ao local. Este diz que matou apenas uma delas. Eder e Lorraine negam participação.



se voce tivesse tanta educaçao nao falava dessa maneira das pessoas da periferia porque tem um monte de ricao safados tambem .assim como tem pobres honesto
 
ruth vicente brasil em 31/05/2011 09:06:49
Coisinha bem tipica de gentinha de periferia que não teve o minimo de educacão e estudo, o lixão, tomara que que apodreçam na cadeia, deta maneira não infetam mais esta capital que ja anda podre.
Aliás, apodreçam não, morram la dentro de maneira sombria e lenta.
 
Gustavo Cesar C. Gonçalves em 30/05/2011 08:38:31
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