Ondulação no asfalto derruba pedestres e motociclistas na Euler
Partes da pista afundaram, no sentido Centro, provavelmente devido à passagem de veículos pesados
RESUMO
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Uma ondulação no asfalto da Avenida Euler de Azevedo, próxima à Rua Terlice Maria, em Campo Grande, causa transtornos há mais de um ano e provoca quedas de pedestres e motociclistas. Comerciantes atribuem a deformação ao tráfego de veículos pesados. A Sisep informou que fará avaliação no local para definir as medidas necessárias. A via também recebe obras da prefeitura, no valor de R$ 2,4 milhões.
Uma ondulação no asfalto da Avenida Euler de Azevedo, quase esquina com a Rua Terlice Maria, causa transtornos há mais de um ano, principalmente para quem está a pé ou de moto. Trabalhadores da região relatam que várias pessoas já caíram ao atravessar a faixa de pedestres e que motociclistas também já sofreram quedas.
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Aparentemente, a deformação surgiu após a constante passagem de veículos pesados, já que a parte afundada é compatível com a distância entre as rodas de caminhões e carretas.
É o que afirma Francisco José Pereira, 60, proprietário de uma loja de presentes e variedades. "Todo dia tem acidente de pessoas caindo por causa do asfalto rebaixado. Os caminhões passam e você vê o que está acontecendo aqui”, diz.
Como trabalham das 8h às 18h30 numa loja localizada bem em frente à ondulação, o comerciante e o funcionário acabam assistindo gente caindo, desde idosos que fizeram compras no sacolão e no supermercado próximos até crianças indo para a escola.
"Já levantamos várias pessoas, principalmente senhoras que saem do sacolão, vão atravessar e caem em frente à loja. A gente acaba socorrendo essas pessoas", finaliza Francisco.
O gerente Fábio Brites, 33, confirma que acidentes são constantes e que acredita que uma vítima tenha até quebrado a perna.

"Há uns dois meses atrás um rapaz caiu e teve uma fratura, se não me engano. Não sei se é o asfalto cedendo por causa do peso, da chuva ou da qualidade do serviço", fala.
O problema apareceu em só um lado da avenida, na pista sentido Centro. Circulam bastante por ali moradores dos bairros Manoel Taveira, Nossa Senhora das Graças, Parque dos Laranjais e José Abrão. Há duas escolas públicas nas proximidades e o Colégio Militar.
Mesmo sabendo do problema há muito tempo, a fiscal de loja Gracietti Jarcen, 28, tropeçou lá no mês passado. "Fui atravessar a rua, dei uma corridinha por causa da ondulação e quase caí. Já vi motoqueiro que caiu e uns que ficam no 'cai não cai'", conta.
Vistoria - Questionada se tem ciência da situação, se avaliou o local e se tem programado algum reparo, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que ainda não.
Em nota, a pasta respondeu que fará "avaliação in loco para que sejam adotadas as medidas necessárias".
Em obras - Além de ter atenção ao passar pelo trecho com problema no pavimento, os condutores devem se atentar às obras em andamento mais adiante na Avenida Euler de Azevedo.
A via está ganhando mais aberturas no canteiro para retornos e terá a rotatória no cruzamento com a Avenida Tamandaré reduzida. O encontro das ruas também terá semáforos para ordenar as conversões, assim como foi feito na Via Park com a Avenida Mato Grosso.
As obras são realizadas pela prefeitura, com o investimento de R$ 2.417.372,46, e incluem pavimentação, reforma de calçadas com acessibilidade, adequação dos retornos e outras sinalizações horizontais e verticais.
O cruzamento que sofre alterações é rota de motoristas que seguem para a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) e bairros como Seminário, Coophasul, Santa Luzia, José Abrão e Vila Nasser.
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