Eleitor que votar de última hora pode atrasar apuração, alerta magistrado
O TRE-MS estima divulgar o resultado em até 2 horas após o fim da votação, que termina às 4 da tarde
RESUMO
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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul alertou que eleitores que deixarem para votar nos minutos finais do pleito podem causar filas e atrasar a apuração e a divulgação dos resultados. A expectativa é concluir a totalização em até duas horas após o encerramento, às dezesseis horas. O juiz Luiz Felipe Medeiros orientou a população a distribuir o comparecimento ao longo do dia, levar uma colinha com os números dos candidatos e evitar o uso de celulares na cabine.
Quem deixar para votar nos minutos finais do primeiro turno das eleições pode prejudicar a apuração e resultar em atraso na divulgação do resultado em Mato Grosso do Sul. O alerta é do juiz auxiliar da Presidência do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), Luiz Felipe Medeiros, que estima ser possível concluir a totalização dos votos no Estado em até duas horas após o encerramento da votação, desde que não haja filas nas seções eleitorais. Ele participou do podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, falou da organização do pleito e fez orientações aos eleitores.
A votação no Estado começa às 7h e termina às 16h de domingo (4), para acompanhar o horário de Brasília. Segundo Medeiros, se os trabalhos forem encerrados no horário previsto, a expectativa técnica é de que todos os resultados estejam disponíveis até as 18h. A estimativa inclui também as disputas proporcionais, para deputado federal e estadual, para as quais são precisos cálculos do quociente eleitoral para definir quais parlamentares serão eleitos por partido ou federação. Para a Assembleia Legislativa, são 24 deputados e para a Câmara Federal são 8 deputados.
O juiz alerta que, se muitos eleitores deixarem para comparecer já perto das 16h, a votação pode se estender e atrasar a totalização dos votos. Quem estiver na fila no horário de encerramento continuará tendo direito a votar, mas a seção só poderá finalizar os trabalhos depois do último eleitor.
O TRE-MS só poderá concluir o resultado depois de receber os dados de todas as urnas. Por isso, a orientação é distribuir o comparecimento ao longo do dia e evitar os minutos finais. Em Mato Grosso do Sul, 2.024.888 eleitores estão aptos a votar em 7,1 mil seções.
Chegou quatro horas da tarde e tiver fila, obviamente vai retardar, vai demorar para a gente concluir o trabalho naquela seção eleitoral, e aí vai transmitir mais tarde, vai totalizar mais tarde.”
Seis votos e urna mais intuitiva
Neste ano, cada eleitor fará 6 escolhas. A votação começa para deputado federal, passa para deputado estadual, senador, governador e, por último, presidente da República. A sequência é a mesma estabelecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições de 2026. Como neste ano se encerram os mandatos de Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição, e Nelson Trad Filho (PSD), candidato a suplente de Reinaldo Azambuja (PL), os eleitores poderão votar em 2 nomes entre os 10 concorrentes. Como se trata de um mandato majoritário, serão eleitos os 2 mais votados, diferentemente do que ocorre com os deputados.
Medeiros afirma que a urna foi preparada para tornar essa sequência mais clara. A tela destaca o cargo que está sendo escolhido e, depois da digitação do número, apresenta os dados do candidato antes da confirmação. Segundo o juiz, os treinamentos realizados pela Justiça Eleitoral não apontaram dificuldades relevantes no uso do equipamento.
Como sempre a gente insiste, a conscientização, a boa escolha é importante. Digitar na urna é fácil, o problema é a consequência do seu voto. Então tenha muito cuidado na escolha, estude bem, porque serão 4 anos ou, no caso de senador, 8 anos. Então o eleitor tenha bastante consciência da importância do seu voto.”
A atenção maior deve ser dada aos dois votos para o Senado. Após confirmar o primeiro senador, a urna passa para a segunda vaga. Na sequência vêm governador e presidente. Como são seis escolhas, a recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma “colinha” de papel com os números na ordem correta. Além de evitar confusão, a medida pode reduzir o tempo diante da urna e ajudar a diminuir filas.
Celular fora da cabine
Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), carteira de trabalho e passaporte. O e-Título também pode ser usado para identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Medeiros recomenda ainda que o eleitor consulte previamente sua situação cadastral para evitar descobrir somente na seção que existe alguma pendência.
Quem usar documento digital no celular deverá entregar o aparelho antes de se dirigir à cabine. A proibição vale mesmo que o telefone esteja desligado. Também não podem acompanhar o eleitor equipamentos capazes de fotografar, filmar, gravar ou transmitir o voto. A regra existe para preservar o sigilo da escolha.
Pode configurar um crime eleitoral (celular na cabine) porque é terminantemente proibido, proibida a divulgação do seu voto. O voto é sigiloso, o voto é secreto, todo mundo sabe disso. Para dar segurança para o eleitor, para o eleitor não ser coagido a votar neste ou naquele candidato, não ser obrigado... Então essa norma, essa regra é a segurança para o eleitor."
Medeiros alertou que a restrição alcança inclusive óculos equipados com câmera. Se o mesário identificar um dispositivo capaz de registrar o voto, poderá exigir que seja deixado fora da cabine. Segundo ele, eventual tentativa de fotografar o voto pode resultar no encaminhamento do eleitor às autoridades policiais.
Boca de urna e transporte irregular
O juiz também chamou atenção para condutas que podem virar problema com a Justiça Eleitoral. Uma das mais comuns é a boca de urna. No domingo, não é permitido abordar pessoas para pedir votos ou realizar propaganda eleitoral. O transporte organizado de eleitores por particulares também pode configurar irregularidade. A restrição não impede, por exemplo, que uma pessoa leve familiares para votar.
Já a manifestação individual e silenciosa da preferência política é permitida. O eleitor pode comparecer usando camiseta, boné, broche ou adesivo de candidato ou partido, desde que não transforme a manifestação em pedido de voto, aglomeração ou propaganda.
Sobre a segurança das urnas, o magistrado apontou que houve testes e que, no dia, cada equipamento terá um extrato no início e ao final da votação. Urnas reserva ficarão disponíveis para casos de pane.
Para evitar dificuldades ou confusão no dia de votar, o magistrado sugere que os eleitores consultem o site do TSE ou baixem o aplicativo e-Título para consultar local de votação, além de recomendar que levem uma “colinha” com o nome dos candidatos e o número de cada um para digitar na urna. A votação é obrigatória para quem tem entre 18 e 70 anos. dos 16 aos 18 e acima dos 70, o voto é facultativo. Poderão ir às urnas os eleitores que estavam regulares com a Justiça Eleitoral em 6 de maio, data-limite para regularização.

