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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/08/2016 17:14

ONG ‘sem teto’ reaparece e realiza reparos em casas no Vespasiano Martins

Supervisionados por contratados da entidade, moradores fazem mutião para consertar telhados

Guilherme Henri
Moradores e pedreiros diaristas realizam reparos nas casas que foram destelhadas no Vespasiano Martins (Foto: Marcos Ermínio)Moradores e pedreiros diaristas realizam reparos nas casas que foram destelhadas no Vespasiano Martins (Foto: Marcos Ermínio)

Sete dias depois em que as casas do Vespasiano Martins foram danificadas em um temporal, a Morhar Organização Social reapareceu. A informação é da secretária-adjunta da Seplanfic (Planejamento, Finanças e Controle), Maria do Amparo Araújo Melo, que detalhou que junto com os moradores e apoio da prefeitura, a ONG (Organização Não-Governamental) realiza os reparos nas residências.

A Morhar fez convênio com a Prefeitura, neste ano, no valor de R$ 3,6 milhões. Em troca, supervisionaria a construção, em sistema de mutirão, de 300 casas para famílias removidas da favela Cidade de Deus. Porém, boa parte das casas ainda não saiu do papel.

O endereço da entidade também continua um “mistério”. Pela vizinhança da Rua Dr. Ciro Bueno, na Vila Planalto, um dos prováveis locais onde seria o escritório da instituição, a procura por informações virou rotina, mas nada se sabe.

O Campo Grande News esteve no loteamento, na manhã de hoje (27), e apurou que moradores e alguns pedreiros e serventes diaristas estão trocando telhas que foram quebradas durante a forte chuva de sábado (20). A reportagem ainda foi informada que o responsável pelos serviços não estava no local, mas atende por João, que seria mestre de obras da ONG.

Casas ficaram parcialmente destalhadas durante forte chuva de sábado (20) (Foto: Marcos Ermínio)Casas ficaram parcialmente destalhadas durante forte chuva de sábado (20) (Foto: Marcos Ermínio)

Questionados, os trabalhadores não quiseram revelar mais detalhes sobre os reparos e nem o cronograma das obras.

Segundo a moradora Sandra Sales, 29, que teve sua casa parcialmente destelhada os reparos em sua residência foram agendados para segunda-feira (29). “Como não choveu mais conseguimos nos virar com uma lona”, disse.

Casas - As moradias têm 46 metros quadrados com dois quartos, sala, cozinha e um banheiro. Em recente entrevista, moradores que não quiseram se identificar revelaram que as casas foram destelhadas durante o vendaval porque os parafusos que seguravam as capas no telhado eram menores do que o necessário.

E os problemas de infraestrutura vão além do telhado, já que as casas não têm acabamento interno, como forro e reboco.

A reportagem tentou contato com o presidente da ONG, Rodrigo da Silva Lopes, mas ele, novamente, não atendeu o celular.



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