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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

30/08/2013 16:53

Outras 14 famílias residem em área que teve casas destruídas por comerciante

Viviane Oliveira
Adão diz que teme em perder a casa, que construiu com muito sacrifício. (Foto: Cleber Gellio) Adão diz que teme em perder a casa, que construiu com muito sacrifício. (Foto: Cleber Gellio)

Pelo menos 14 famílias residem na quadra 22, local onde o comerciante Gilmar Gobbi decidiu fazer “Justiça com as próprias mãos”. Na última quarta-feira o comerciante pegou uma pá-carregadeira e destruiu seis casas de invasores no Bairro Nossa Senhora Aparecida, região da Vila Nasser, em Campo Grande. 

Em reunião realizada na manhã de hoje na Defensoria Pública, o defensor Amarildo Cabral, disse que vai entrar com uma liminar na próxima semana, para assegurar o direito de posse às famílias e pedir indenização. Segundo Amarildo, Gilmar pode ser responsabilizado por crime de dano e exercício arbitrário das próprias razões e também por colocar em risco a vida das pessoas.

Na área, os moradores afirmam que não compraram o terreno de ninguém. Segundo eles, o local era tomado por mato e que foi invadido há mais de 1 ano por dezenas de famílias, que moravam de aluguel. 

O pedreiro Altair Martins Chaparro, 61 anos, mora com a esposa e o filho em uma das casas na área invadida. A pouco mais de um ano ele construiu uma casa com quatro peças no local e afirma que se perder o imóvel não tem para onde ir. “Essa casa é tudo que eu tenho hoje”, diz, acrescentando que os terrenos foram divididos no tamanho 12 por 30.

O irmão dele, Adão Olímpio, 51 anos, conta que o local era uma área verde do quartel e que foi vendida para um terceiro. A pessoa morreu e deixou vários herdeiros, mas que segundo ele, a área não tem documentação.

Em todo bairro, pelo menos 300 famílias, moram em terrenos que foram invadidos. “Um veio para cá e foi passando para outro, quando nós vimos aqui estava cheio de gente”, diz o técnico em informática Nei Gabriel Branches, 33 anos.

Com um filho de 3 anos, a esposa de Nei, Kellen Cristina da Silva, 18 anos, tem receio de ficar sozinha na casa. “Não é a primeira vez que esse homem (Gilmar Gobbi) faz isso. Esta é terceira vez que ele derruba casas aqui na região, sem contar às ameaças que ele faz. Boletim de ocorrência contra ele tem um monte”, finaliza.



Acho certo o que o proprietário fez, pois onde já se viu morar em um lugar que não lhe pertence, falta de casas não são, pois hoje só não comprar sua casa quem não quer pois as facilidade estão ai, agora se acha mais fácil invadir um terreno que não lhe pertence somente porque estava a algum tempo vazio certo, tem que se ferrar para poder aprender...
 
Cleiton Felix em 31/08/2013 00:06:03
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