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Campo Grande, Sábado, 24 de Agosto de 2019

26/04/2019 13:07

Para acusação, Nando está mentindo e muitas versões para crime são provas

Promotoria ressalta que diferentes nomes foram apontados por réu como possíveis autores

Liniker Ribeiro e Mirian Machado
Telão usado para videoconferência; réu se recusou a aparecer em momentos (Foto: Henrique Kawaminami)Telão usado para videoconferência; réu se recusou a aparecer em momentos (Foto: Henrique Kawaminami)

A versão apresentada por Luiz Alves Martins Filho, o Nando, no sexto julgamento em que é réu, na manhã desta sexta-feira (26), foi contestada pela promotoria. O acusado negou ser autor do homicídio do jovem Bruno Santos Silva, de 18 anos, morto em abril de 2013 no bairro Danúbio Azul, mas, para a acusação, Nando “está mentindo”.

O promotor Douglas Oldergado ressaltou as diferentes versões ditas pelo réu durante o processo de investigação. Segundo ele, na delegacia, Nando responsabilizou uma primeira pessoa pelo crime, mas na audiência apresentou um outro suposto autor. Já nesta sexta-feira, ele apontou Valdelei Almeida Junior, o "Juninho", de 20 anos, como autor.

Juninho morreu em março de 2016 ao ser atingido por quatro tiros, também no bairro Danúbio Azul. Em seu discurso, Oldergado chegou a encenar a posição que a vítima foi encontrada morta e destacou aspectos que seriam marca dos crimes cometidos por Nando.

Ouvido por videoconferência, Nando se recusou a aparecer na tela durante o julgamento. De acordo com o ele, Bruno teria matado um de seus sobrinhos e, como Juninho era seu amigo, teria 'tomado as dores' e decidido matar o rapaz por vingança. Na denúncia feita pelo Ministério Público, a vítima teria sido morta enforcada, mas Nando afirma que foi com um tiro no peito.

Este é o sexto júri de Nando, tendo ele sido condenado em quatro deles e absolvido somente pela morte de Ana Claudia Marques. A soma das penas chega a 73 anos e três meses de prisão.

Histórico - Nando é autor de uma série de assassinatos no bairro Danúbio Azul. As vítimas eram, em maioria, jovens mulheres envolvidas com consumo de drogas e inseridas em contexto de vulnerabilidade social. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes.

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