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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Maio de 2019

26/04/2019 11:11

No 6º julgamento, Nando se recusa a aparecer até em vídeoconferência

Serial killer está sendo ouvido por videoconferência porque está doente e se recusa a fazer tratamento; ele já foi condenado a mais de 73 anos de prisão por outras quatro mortes

Kerolyn Araújo e Mirian Machado
Nando, no começo do julgamento, antes de se recusar a aparecer na tela da videoconferência.(Foto: Henrique Kawaminami)Nando, no começo do julgamento, antes de se recusar a aparecer na tela da videoconferência.(Foto: Henrique Kawaminami)

Luiz Alves Martins Filho, o Nando, está sendo julgado pelo sexto homicídio nesta sexta-feira (26), no Tribunal do Júri de Campo Grande. Desta vez, o serial killer responde pela morte de Bruno Santos Silva, 18 anos, morto em abril de 2013 no bairro Danúbio Azul. Ouvido por videoconferência, ele se recusou a aparecer na tela durante o julgamento.

Em depoimento, Nando negou que tenha matado Bruno, mesmo tendo assumido o crime na delegacia quando foi preso. Segundo o serial killer, ele assumiu o assassinato porque foi agredido pela polícia.

Ao negar a autoria do assassinato de Bruno, Nando apontou como autor do crime Valdelei Almeida Junior, 20 anos, o "Juninho", que morreu ao ser atingido por quatro tiros em março de 2016 no bairro Danúbio Azul.

De acordo com o serial killer, Bruno teria matado um de seus sobrinhos e, como Juninho era seu amigo, teria 'tomado as dores' e decidido matar o rapaz por vingança. Na denúncia feita pelo Ministério Público, a vítima teria sido morta enforcada, mas Nando afirma que foi com um tiro no peito.

Ainda segundo a denúncia do MP, o motivo da execução seria porque Nando achava que Bruno teria matado um de seus familiares na noite anterior.

Ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Nando disse que após o crime colocou o corpo de Bruno em um veículo e desovou no Jardim Veraneio, mas negou que tivesse enterrado. O serial killer disse que sabia o local exato onde a vítima havia sido enterrada porque Juninho teria contado.

Condenações – Dos cinco júris já realizados, Nando foi condenado em quatro deles, sendo absolvido somente pela morte de Ana Claudia Marques. A soma das penas chega a 73 anos e três meses de prisão.

O caso – Nando é autor de uma série de assassinatos no bairro Danúbio Azul. As vítimas eram, em maioria, jovens mulheres envolvidas com consumo de drogas e inseridas em contexto de vulnerabilidade social. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes.

Videoconferência - Nando, que está preso em Campo Grande, está sendo ouvido por videoconferência porque está com tuberculose e se recusa a fazer tratamento, não podendo ter contato com outras pessoas.



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