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Capital

Para conter erosão, prefeitura constrói barragens em nascente de córrego

Antes da obra, cratera de 20 metros de largura e 6 de profundidade era aterrada

Por Adriel Mattos | 24/09/2021 17:54
Serviço ainda inclui 2 km de drenagem. (Foto: Denilson Secreta/PMCG)
Serviço ainda inclui 2 km de drenagem. (Foto: Denilson Secreta/PMCG)

A prefeitura de Campo Grande começou erguer a primeira de 17 barragens para controlar a erosão e recuperar a nascente do Córrego Gameleira. A cratera de 20 metros de largura e 6 de profundidade, aberta pela erosão, foi aterrada parcialmente e as duas margens estão sendo alinhadas e serão cobertas pela grama que está sendo plantada.

Nos trechos onde o serviço está mais avançado, começa a ganhar o formato de um canal que, quando estiver pronto, terá 640 metros de extensão. A estrutura começa às margens da Avenida Gury Marques, no trecho onde foi feita a travessia por onde escoa a enxurrada que desce das Moreninhas, até a nascente. No local, foi construído um dissipador de energia (no formato de uma escada de pedras) para reduzir a velocidade da enxurrada. Também foram erguidas paredes em gabião, que protegerão os barrancos da força da água.

Segundo a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), como parte dos sedimentos ficará retida nas barragens, a expectativa é que com o passar do tempo, a vegetação se recomponha e o terreno volte ao seu formato original antes da cratera aberta pela erosão.

Retomada - As obras para controle da erosão no Gameleira foram retomadas após dez anos de entraves para liberação dos recursos e adequações do projeto. Nos últimos quatro anos, a Sisep conteve o avanço do buraco aterrando o local. Paralelamente, foi concluída a implantação de 2 km de drenagem no Bairro Cidade Morena, na outra margem da Gury Marques. A tubulação reduziu a velocidade da enxurrada que atravessa pela travessia feita sob a avenida e que antes de desembocar no córrego, arrancava o barranco do mesmo.

O controle da erosão permitiu a adoção desta solução de engenharia mais barata. Ao invés de uma barragem de nove metros, com vertedouro de cinco metros, serão feitas as barragens, algumas revestidas de pedra, em outras estão sendo colocados sacos de 60 kg, uma mistura de fibrocimento para compactar o aterro. Quando a água chegar num determinado nível, o excedente desce pelo vertedouro.

A erosão neste trecho do Gameleira, em boa medida, acontece devido às características do terreno, que é arenoso. A situação se agravou a partir da duplicação da Avenida Gury Marques e do processo de ocupação urbana da margem esquerda (sentido Centro/bairro) da via, iniciado ainda nos anos 1970, com a construção das Moreninhas.

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