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Capital

Para roubar Celta, jovens de 19 e 20 anos assassinaram contador a facadas

Dupla foi presa em uma casa nas proximidades do Terminal Bandeirantes, na Capital

Por Kerolyn Araújo | 27/03/2020 06:45
Ryan Vitor e Paulo Mendes foram presos na tarde de ontem (26). (Foto: Reprodução/Facebook)
Ryan Vitor e Paulo Mendes foram presos na tarde de ontem (26). (Foto: Reprodução/Facebook)


O contador Aparecido Ferreira da Silva, 49 anos, que estava desaparecido desde o dia 24 de  março, em Campo Grande, foi encontrado morto na tarde de ontem (26) em uma área rural na saída para Sidrolândia. Ele foi vítima de latrocínio.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, os autores, identificados como Ryan Vitor, 19 anos, e Paulo Mendes, 20 anos, cometeram o crime para roubar o carro do contador, um Chevrolet Celta.

Na tarde de terça-feira (24), após fazer o último contato com a esposa pelo celular, Aparecido se encontrou com a dupla e, enquanto ele dirigia, os jovens anunciaram o assalto.  A vítima reagiu e foi morta a facadas.

Não há detalhes sobre as circunstâncias que levaram o contador ao contato com os rapazes.

Durante as investigações, policiais da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) localizaram o carro de Aparecido em uma oficina mecânica na Capital. A dupla foi encontrada em uma casa nas proximidades do Terminal Bandeirantes.

Aparecido Ferreira da Silva estava desaparecido desde o dia 24. (Foto: Arquivo pessoal)
Aparecido Ferreira da Silva estava desaparecido desde o dia 24. (Foto: Arquivo pessoal)

Ryan e Paulo foram presos em flagrante e responderão por latrocínio e ocultação de cadáver.

Um dos jovens também foi enquadrado em tráfico de drogas. Na casa dele, foram encontrados 20 gramas de cocaína, preparada para a comercialização.

O caso - Aparecido foi visto pela última vez na terça-feira, dia 24 de março. Segundo a família, ele saiu de casa para levar um botijão de gás para uma amiga, na Avenida Tiradentes, Bairro Taveirópolis. Depois avisou a esposa que iria até a Prefeitura e visitar alguns clientes. O contato foi feito por mensagem, por volta das 12h15.

A família ligou várias vezes para o telefone de Aparecido, mas ele não atendeu ou respondeu as mensagens. Um boletim de ocorrência então foi feito na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro de Campo Grande.

Depois, a DEH assumiu o caso e, para fazer as prisões, teve também apoio da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).