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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

27/05/2018 16:30

Parados há 7 dias, caminhoneiros doam parte da ajuda que receberam

Solidariedade da população com manifestantes ajudou no café da manhã do Recanto São João Bosco

Liniker Ribeiro e Mirian Machado
Parte dos produtos que caminhoneiros receberam de doações (Foto: Paulo Francis) Parte dos produtos que caminhoneiros receberam de doações (Foto: Paulo Francis)

A paralisação dos caminhoneiros vem recebendo apoio de diversas categorias e, principalmente, de populares que por meio de doações, contribuem para que os manifestantes tenham estrutura e alimentação durante o período longe de casa. Mas, em pelo menos um dos pontos de protesto, no posto Caravágio, a quantidade de produtos doados já começou a ajudar instituições da Capital.

Na manhã deste domingo (27), por exemplo, parte dos produtos doados foi levada para o Asilo São João Bosco. "Nós recebemos muitos pães e, para não perder, resolveram doar um pouco", afirmou José Pedro Franciscon, caminhoneiro de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) que há cinco dias está parado no local.

A solidariedade das pessoas tem sido apoio para muitos dos caminhoneiros. "Graças a Deus tem muita gente doando e vamos continuar reunindo tudo para, mesmo que a manifestação acabe, nós possamos doar tudo para essa e outras instituições", comentou Dilgrei Alencar, também caminhoneiro.

 

Produtos perecíveis estão sendo colocados em um caminhão refrigerado (Foto: Paulo Francis) Produtos perecíveis estão sendo colocados em um caminhão refrigerado (Foto: Paulo Francis)

Os produtos doados estão sendo divididos em dois caminhões. Os perecíveis, como leite, margarina, água, carne, refrigerante, salame, gelo, entre outros, estão estocados em um veículo refrigerado. Arroz, feijão, pão, açúcar, óleo, macarrão, produtos de higiene e limpeza são colocados em outro caminhão.

Protestos – A greve dos caminhoneiros chegou ao 7º dia e apesar do governo federal ter fechado acordo com algumas lideranças para suspender o movimento por 15 dias, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), ainda há mais de 40 pontos de bloqueio nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul.

A categoria quer que a Petrobras reveja a política de preços, que atrela o valor dos combustíveis às altas e baixas do dólar.



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