Passageiro que matou cigarreiro dentro do carro é condenado a 14 anos
Endrel Sixtro Ferreira, de 23 anos, foi preso enquanto queimava as roupas usadas no crime em abril de 2025
Endrel Sixtro Ferreira, de 23 anos, foi condenado a 14 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, por matar o cigarreiro Ezequiel Euzebio Olegário Marques, de 32 anos, em Campo Grande. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (30), mais de um ano após o crime registrado por câmeras de segurança no Jardim Monte Alegre. Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o réu atraiu a vítima para uma falsa tentativa de reconciliação e a executou a tiros enquanto ela ainda estava ao volante do carro.
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Endrel e Ezequiel marcaram um encontro na Rua Pentecoste para resolver desavenças antigas. Após uma breve conversa dentro do veículo da vítima, os dois não chegaram a um acordo. Na sequência, Endrel desceu do carro, sacou uma pistola e efetuou diversos disparos contra Ezequiel e fugiu correndo.
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Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que os tiros foram disparados quando Ezequiel ainda dirigia o veículo e acreditava participar de uma tentativa de reconciliação. A acusação também sustentou a qualificadora do emprego de meio que resultou em perigo comum, porque os disparos ocorreram em via pública, colocando outras pessoas em risco.
Além do homicídio qualificado, Endrel também foi condenado por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a investigação, ele confessou ter adquirido a pistola antes do crime e afirmou que, após a execução, entregou a arma a terceiros não identificados para se desfazer do armamento.

Preso no dia seguinte ao assassinato, Endrel confessou o crime à Polícia Civil. Em depoimento, afirmou que matou Ezequiel por desavenças relacionadas ao tráfico de drogas, alegando que a vítima havia desaparecido com cerca de 80 quilos de pasta-base de cocaína.
Durante a investigação, policiais também encontraram mensagens de áudio enviadas por Endrel a um conhecido. Na conversa, ele dizia que acreditava que uma árvore em frente ao local do crime esconderia sua fuga das câmeras de segurança. "Eu pensei que a árvore ia tampar", afirmou.
O assassinato foi registrado por câmeras de monitoramento. As imagens mostram o momento em que Endrel desce do carro, caminha até uma residência e, ao retornar, efetua os disparos contra Ezequiel, que morre ainda dentro do veículo. Após o crime, o autor foge correndo pela rua.
Ezequiel integrava a chamada "Máfia dos Cigarreiros", grupo investigado em operação deflagrada em 2018 que apurou um esquema de contrabando de cigarros com participação de policiais militares. Ele tinha condenações na Justiça Federal por descaminho e contrabando e antecedentes por transporte de cargas ilegais de cigarros em Mato Grosso do Sul.
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