A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

09/03/2018 18:40

Polícia Civil de MS descarta que PCC tenha mandado matar policial

O assassinato de Wescley Dias Vasconcelos teria sido uma ação isolada de um grupo criminoso que atua na fronteira do Estado

Geisy Garnes
Carro da Polícia Civil usado por agente executado ontem em Ponta Porã (Foto: Leo Veras)Carro da Polícia Civil usado por agente executado ontem em Ponta Porã (Foto: Leo Veras)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul descartou que a morte do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, 37 anos, tenha sido encomendada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurado pelo Campo Grande News, o assassinato teria sido uma ação isolada de um grupo criminoso que atua na fronteira do Estado.

Logo após a morte de Wescley, a polícia paraguaia afirmou que o investigador foi morto minutos depois de coletar as digitais de seis presos brasileiros, integrantes da facção, e por isso teria sido jurado de morte.

Segundo o delegado Márcio Shiro Obara, ao contrário do que divulgado pela polícia paraguaia, as investigação não ligam o assassinato do policial civil ao PCC (Primeiro Comando da Capital). “As investigações apontam que o crime foi uma ação isolada, não a mando de lideranças da facção”, explicou.

Para a polícia, a morte do investigador está ligada a um grupo criminoso que atua na fronteira entre Brasil e Paraguai e o fato de Wescley ter coletado as impressões digitais de seis brasileiros deportados do país nesta quinta-feira (8) não tem correlação com o crime.

Os suspeitos, todos integrantes do PCC e com várias passagens pela polícia, foram expulsos do Paraguai e quatro deles permaneceram detidos em virtude a mandados de prisão em aberto. Dois são apontados por envolvimento em homicídios e decapitações feitas pelo “tribunal do crime” em Campo Grande. 

Os seis integrantes do PCC foram deportados do Paraguai nesta quinta-feira (Foto: (Foto: ABC Color)Os seis integrantes do PCC foram deportados do Paraguai nesta quinta-feira (Foto: (Foto: ABC Color)

Mauro Roni Marques de Souza, Leonardo Caio dos Santos Costa, Thiago Bruz de Oliveira e Welington Felipe dos Santos Silva, foram levados de Ponta Porã para Dourados nesta tarde e de lá escoltados por policiais do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) até Campo Grande, para serem interrogados.

O crime - Wescley Dias Vasconcelos, foi morto no início da noite de terça-feira (6) em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande. O investigador voltava do quartel da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero e estava em frente da casa em que morava quando foi atingido por 30 tiros de fuzil AK-47 calibre 7.62.

Conforme o ABC Color, assim que saiu da sede da Polícia Nacional em Pedro Juan em um Fiat Siena preto descaracterizado, que pertencente à frota oficial da Polícia Civil, Wescley foi seguido pelos pistoleiros em um Honda Civic e executado no meio da rua. Uma estagiária que estava no carro também foi ferida durante o crime.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions