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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

15/09/2016 17:35

Polícia irá refazer trajeto de suposto sequestro de universitária

Guilherme Henri
Veículo da vítima  foi encontrado pela polícia, completamente queimado (Foto: Fernando Antunes)Veículo da vítima foi encontrado pela polícia, completamente queimado (Foto: Fernando Antunes)

A Polícia Civil irá refazer o trajeto do suposto sequestro de uma universitária de 22 anos, ocorrido na madrugada de sábado (10). A vítima diz que dois homens usaram seu veículo para cometer o crime, na saída do 21 Music Bar, em Campo Grande.

A informação é do delegado que investiga o caso, Gustavo Ferraz, da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos) que ainda revelou que o que tem dificultado as investigações do caso é a falta de imagens de câmeras de segurança da região em que o crime foi cometido.

“Hoje (15) nós ouvimos formalmente a vítima na delegacia. Outros estudantes já foram ouvidos. Ainda não temos os suspeitos de cometerem o crime, porém temos elementos suficientes para em breve chegarmos até eles”, afirma o delegado.

Ainda segundo Gustavo, a estudante passará por exame de corpo de delito e também se comprometeu a apresentar o exame toxicológico que diz que realizou. “Esses laudos irão contribuir para a investigação”, disse o delegado, que aproveitou para destacar que o trajeto será refeito e a polícia irá buscar imagens no caminho.

“A vítima disse que estava com os sentidos entorpecidos e não se recorda com exatidão do caminho que os sequestradores fizeram, então iremos perambular as regiões apontadas”, detalha.

Bebida e sequestro - em entrevista exclusiva ao Campo Grande News, a vítima, que estava acompanhada de sua advogada, disse que as lembranças daquela noite, que ela diz querer esquecer, estão como um quebra-cabeças.

“Estava me divertindo com minhas amigas. Não estava ‘de romance’ com ninguém. Apenas conheci outro estudante, que já sabia quem era, porém nunca tive proximidade e logo depois cada um foi para um lado. Tudo que me lembro é de oferecer carona a um amigo, que a recusou. Fui para meu carro, coloquei a bolsa em um banco e apaguei. Quando acordei, estava no banco do passageiro. Uma pessoa conduzia meu carro e percebi que havia outra atrás. Eu ofereci dinheiro e cartões de crédito para que me liberassem, o que não foi aceito. Minha visão estava distorcida, porém suspeito que um dos rapazes era o que tinha conhecido no bar”, relata.

Para chamar a atenção dos supostos sequestrados, a estudante afirma que chegou a puxar o freio de mão do veículo, porém apagou novamente. “Quando acordei estava dentro do porta-malas do carro. Acredito que fui colocada ali, pois estava muito agitada”, detalha a estudante, que por meio de uma trava interna conseguiu destrancar o compartimento uma vez, mas foi flagrada pelos supostos sequestradores, que frearam o carro e a prenderam novamente.

“Esperei mais um pouco e destravei novamente o porta-malas, mas o segurei com uma das mãos e só vi que o carro estava em uma rua de terra e em alta velocidade. Em um lugar, que acredito ser um cruzamento, o carro diminuiu a velocidade. Aproveitei a oportunidade e saí do porta-malas, mas um dos sequestradores saiu e tentou me trancar novamente. Nesse momento, eu o mordi e o empurrei”, disse a vítima, ao detalhar sua fuga dos supostos sequestradores.

Ela conta que correu e pediu ajuda batendo na janela de uma casa, que não tinha portão. A moradora a levou para uma delegacia no bairro Tiradentes onde registrou a ocorrência.

O veículo foi encontrado pela polícia, completamente queimado na manhã de sábado, na Rua Água Azul, próximo à Uniderp Agrárias, no bairro Taquaral Bosque, mas nenhum suspeito foi preso.



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