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Capital

Policial que matou ex-esposa é interrogado e reafirma que foi acidente

Por Ana Paula Carvalho | 25/08/2011 18:39
Policial prestou depoimento nesta tarde. (Foto: João Garrigó)
Policial prestou depoimento nesta tarde. (Foto: João Garrigó)

O policial militar Paulo Cesar Lucas Batista, que na madrugada do dia 30 de janeiro deste ano matou a ex-mulher, a agente de saúde Luciana Chaves Farias, 35 anos, foi interrogado na tarde desta quinta-feira (25) pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Paulo reforçou o que ele já tinha dito desde o dia do crime, de que atirou pensando que Luciana fosse um ladrão, já que ela teria arrombado a porta da quitinete onde ele estava morando.

Além de Paulo, o bombeiro que socorreu Luciana também foi chamado para prestar depoimento, mas ele alegou que não poderia dar detalhes sobre a ocorrência, apenas o superior dele poderia fazer isso.

Esta foi a última audiência sobre o caso. Agora a justiça vai decidir se o policial vai à juri popular. Essa decisão deve sair até o mês de outubro.

Segundo o advogado do policial, Rubens Barbirato Barbosa, na próxima terça-feira deverá ser julgado o pedido de habeas corpus do soldado. Ele alega que Paulo tem todos os requisitos para responder em liberdade, já que ele não tem antecedentes criminais e tinha um bom comportamento na Polícia.

Ainda de acordo com o advogado, se o pedido não for atendido, a solicitação será feita ao Superior Tribunal de Justiça.

O advogado já fez o pedido de relaxamento da prisão preventiva duas vezes, e nas duas foi negado.

O caso - Paulo e Luciana viveram juntos por 16 anos e na data do crime estavam separados havia duas semanas. Familiares declararam em juízo que ambos costumavam ingerir bebidas alcoólicas constantemente e a relação era marcada por ciúmes.

E o ciúmes é uma das hipóteses levantadas sobre o motivo que teria levado Luciana a ir em plena madrugada à quitinete onde o ex-marido estava morando. Ele diz que ela arrombou a porta e pensando ser um ladrão, atirou.

Investigadores da Polícia Civil ouvidos em juízo declaram que Luciana foi atingida por dois tiros. O policial está preso no Presídio Militar. Ele foi autuado em flagrante.

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