Prefeitura cria grupo para implantar centro de apoio a imigrantes
Equipe terá 90 dias para mapear os serviços já existentes e identificar falhas no atendimento
Resolução da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania) cria um grupo de trabalho para estudar a implantação do CRAI (Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes) na Capital. O texto foi publicado hoje no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) e prevê prazo de 90 dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.
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A medida prevê a realização de estudos técnicos e operacionais para estruturar o atendimento à população migrante e refugiada no município. Segundo a resolução, o grupo terá a função de mapear os serviços já existentes, identificar falhas no atendimento atual e propor diretrizes para funcionamento do futuro centro especializado.
O texto cita “demanda crescente por atendimento qualificado e especializado” e a necessidade de articulação entre diferentes setores públicos para garantir acesso a direitos básicos aos imigrantes.
Entre as atribuições do grupo estão o levantamento dos serviços que já atendem migrantes, a elaboração de fluxo de atendimento intersetorial, a identificação de lacunas da rede pública e a criação de proposta de estrutura organizacional do CRAI.
O grupo será formado por representantes da área de Direitos Humanos, gestão do SUAS (Sistema Único de Assistência Social), proteção social básica e proteção social especial. A coordenação ficará sob responsabilidade da Superintendência de Políticas de Direitos Humanos, por meio da Gerência de Direitos Humanos.
A resolução também permite participação de representantes de outros órgãos públicos, instituições de Justiça, organismos internacionais e organizações da sociedade civil.
A criação do grupo leva em consideração a Lei Federal de Migração e o Plano Municipal de Promoção, Proteção e Apoio aos Migrantes Internacionais e Refugiados, aprovado em Campo Grande em 2024.
Desde 1984, o Cedami (Centro de Apoio ao Migrante) oferece apoio a imigrantes e pessoas em situação de rua. O local acolhe pessoas sozinhas e famílias que não têm onde ficar em Campo Grande e precisam de apoio. O tempo de acolhimento costuma variar entre três e sete dias.
Atualmente, ele é administrado pela Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos, ligada ao Hospital São Julião.
Conforme informações anteriormente divulgadas pelo Campo Grande News, grupos familiares de haitianos e venezuelanos têm sido o público mais acolhido de 2006 para cá, devido à crise econômica e política que seus países de origem enfrentam.


