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Capital

Prefeitura procura hospitais e pede prazo para quitar repasses atrasados

Por Alberto Dias | 09/01/2017 17:22
Em destaque, secretário de Finanças, Pedrossian Neto, fala do esforço em negociar dívida com hospitais. (Foto: Alberto Dias)
Em destaque, secretário de Finanças, Pedrossian Neto, fala do esforço em negociar dívida com hospitais. (Foto: Alberto Dias)

Ainda não há previsão para pagamento dos repasses deixados pela gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) a hospitais da Capital conveniados à Prefeitura. Nesta segunda-feira (9), o secretário de finanças Pedro Pedrossian Neto adiantou que se reunirá com a diretoria da Santa Casa durante a semana para tentar regularizar a questão.

“Assinamos aditivo referente ao contrato que venceu em 8 de dezembro e foram feitos repasses no fim do ano passado, mas existem valores em aberto que ainda estamos levantando", disse, cauteloso, sem mencionar cifras ou origem de recursos.

Também não há previsão de regularizar os atrasados no Hospital do Câncer, cujo diretor-presidente, Carlos Alberto Coimbra, esteve reunido com a equipe do prefeito Marquinhos Trad (PSD) na semana passada pedindo auxílio para resolver a questão. Em dezembro, a Fundação Carmem Prudente, mantenedora do hospital, ingressou com ação na justiça que culminou no bloqueio de R$ 3,7 milhões em duas contas do Município.

Durante coletiva à imprensa nesta segunda-feira para tratar de contratos e finanças, Pedrossian Neto explicou que tal valor ainda está bloqueados "por força de decisão judicial". "Nos reunimos com o presidente do hospital e nos comprometemos a normalizar os pagamentos e tratar de um escalonamento".

Os atrasos aos dois hospitais estão enquadrados junto a uma dívida que beira R$ 370 milhões e que culminou na suspensão de todos os pagamentos por 90 dias, para realização de uma auditoria interna, chamada por Pedrossian de "pente-fino" em todos os contratos e convênios. O objetivo, é "ter segurança" e entender o que está sendo pago, além de reduzir o déficit mensal de R$ 25 milhões deixados pela gestão anterior.

Paralisação - No início da tarde desta segunda-feira (9), cerca de 250 pessoas, entre funcionários administrativos e enfermeiros, paralisaram suas atividades em protesto contra o atraso. De acordo com o presidente do Sintesaúde (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde), Osmar Gussi, eles estão passando pela mesma situação que há duas semanas, quando ficaram sem receber o 13º salário e também fizeram paralisações.

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