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Campo Grande, Domingo, 15 de Setembro de 2019

19/08/2019 14:45

Prefeitura transformará Hotel Campo Grande em 117 imóveis populares

Prefeitura apresentou a Ministério do Desenvolvimento Regional proposta para habitação de interesse social no prédio fechado

Marta Ferreira
Projeto da prefeitura prevê figura de Manoel de Barros na fachada em concreto aparente do Hotel Campo Grande. (Foto: Reprodução maquete eletrônica)Projeto da prefeitura prevê figura de Manoel de Barros na fachada em concreto aparente do Hotel Campo Grande. (Foto: Reprodução maquete eletrônica)

Há 18 anos, fechavam-se as portas do Hotel Campo Grande, um dos mais luxuosos de Mato Grosso do Sul, inaugurado em 1971 pela família Coelho, com investimento vindo do dinheiro produzido pela criação de gado. Desde o fechamento, dos 13 andares apenas o térreo teve algum tipo de ocupação, com lojas de produtos populares e até uma boate, além da agência da Caixa no espaço onde um dia funcionou o falecido Banco Financial. Agora, se depender da vontade da prefeitura, os 82 apartamentos e duas suítes serão transformados em moradia para baixa renda.

Orçado em R$ 38 milhões, o projeto está sendo apresentado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) ao Ministério do Desenvolvimento Regional, na tarde desta segunda-feira (19). A ideia é transformar os aposentos em 117 unidades habitacionais, com menos de 30 metros quadrados.

No térreo, funcionária um setor de atendimento da prefeitura, além de uma base da Guarda Municipal no Centro. A maquete projetada inclui a figura do poeta Manoel de Barros na fachada em concreto aparente do hotel. O nome seria "Menino do Mato", titulo de uma das últimas obras do escritor falecido em 2014. 

Há dois caminhos de escolha do Município: o financiamento para clientes da chamada faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, para quem tem renda até três salários mínimos (R$ 2,9 mil), ou ainda a locação social, modalidade inédita na habitação de interesse social em Campo Grande. A definição vai depender do Ministério.

Ao Campo Grande News, o prefeito Marquinhos Trad disse ter apresentado no ano passado o o projeto para adequação do hotel e, agora, diante da existência de recursos do programa Pró-Moradia novamente está tentando obter a aprovação.

Hotel Campo Grande está fechado desde 2001. (Foto: Arquivo)Hotel Campo Grande está fechado desde 2001. (Foto: Arquivo)

Como seria – Dos R$ 38 milhões pleiteados, R$ 25 milhões são para as obras arquitetônicas e R$ 13 milhões para pagamento da desapropriação do prédio. A verba toda seria do Pró-Moradia, que tem a linha chamada Retrofit, justamente para projetos arquitetônicos envolvendo prédios abandonados em centros urbanos.

A equipe da prefeitura, segundo apurado pela reportagem, identificou capacidade total de adaptação do prédio, que à época da construção foi projetado com o que era mais moderno para a arquitetura.

Para quem- De acordo com o diretor-presidente da Emha (Empresa Municipal de Habitação), Enéas Eneas José de Carvalho, o projeto arquitetônico prevê apartamentos entre 25 e 27 metros. No caso da aprovação para locação social, explica, a intenção é beneficiar locatários de baixa renda, como por exemplo trabalhadores na região que não têm onde morar hoje.

Neste caso, a pessoa passaria por uma triagem e os escolhidos pagarão um valor mínimo, ainda não detalhado. No caso de ser definido o financiamento pelo “Minha Casa, Minha Vida”, as regras seriam as mesmas de hoje, com sorteio para determinar os beneficiados.

Outro projeto – Além dessa proposta para um dos prédios mais emblemáticos no Centro de Campo Grande, o prefeito também tenta, em Brasília, confirmar recursos para outras duas iniciativas, envolvendo a construção de 588 imóveis já pré-aprovados.

Para esse projeto, o montante envolvido é de R$ 40 milhões. Os imóveis seriam no
Jardim Nashiville e Jardim Aeroporto. “A gente quer aprovar o mais breve possível para começar as construções ainda este ano”, afirma o presidente da Emha.

 



Excelente projeto! É obrigação do governo em dar uso aos edifícios e terrenos urbanos vazios ou subutilizados. Deveriam estar discutindo a ilegalidade desses edifícios gigantescos vazios, enquanto um monte de pessoas não possuem acesso à moradia (direito constitucional). Chega de ficar empurrando a população pra periferia, sem acesso nenhum à mobilidade urbana, somente para aumentar ainda mais a mancha urbana da cidade.
 
Tiago de Souza em 20/08/2019 21:05:24
Há um custo de aproximadamente 300 mil reais cada unidade habitacional ou 10 mil reais o m2??? Quanto o Marquinhos vai gastar pra uma aberração dessas ser feita??? Desapropria o prédio, já que deve alguns milhões em iptu e leiloa.
 
Ticiano Sangalli em 20/08/2019 13:55:54
IMAGINE SE ESTA MODA PEGA E, O MUNICIPIO DE SAO PAULO TROUXESSE A PERIFERIA PARA MORAR NO CENTRO DA CIDADE!
IDEIA ABSURDA DO PREFEITO, MELHOR APLICAR O DINHEIRO NA FORMAÇAO DE CASAS COM INFRAESTRUTURA DIGNA EM LOTEAMENTOS PROPRIOS PARA MORADIA COM ESCOLA, CASA DE SAUDE, LAZER ETC..
O PREDIO FOI PROJETADO PARA SER HOTEL E, ESTE MISTER DEVERA CUMPRIR.
 
OLIVER em 19/08/2019 19:25:18
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