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Capital

Prefeitura volta atrás e a partir de 8 de junho retoma barreiras em 3 saídas

Prefeito havia dito que substituiria essas ações por blitzes, mas reunião nessa tarde definiu que ambas serão mantidas

Por Lucia Morel e Gabriel Neris | 28/05/2020 17:03
Quem é parado, passa por aferição de temperatura e se apresentar febre, faz o teste rápido de covid em barreira sanitária. (Foto: Henrique Kawaminami)
Quem é parado, passa por aferição de temperatura e se apresentar febre, faz o teste rápido de covid em barreira sanitária. (Foto: Henrique Kawaminami)

As barreiras sanitárias em Campo Grande vão continuar por 15 dias, a partir do dia 8 de junho, mas em apenas três das cinco saídas da cidade. É o que ficou definido em reunião agora à tarde entre a Segov (Secretaria Municipal de Governo) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) na Esplanada Ferroviária. Mas cedo, o prefeito Marquinhos Trad havia dito que iria substituir esses bloqueios por blitzes.

Mas agora as barreiras serão realizadas apenas nas saídas de São Paulo, Três Lagoas e Sidrolândia, de onde, segundo o secretário de governo, Antônio Lacerda, provém maior parte dos viajantes que podem estar contaminados, devido a localização geográfica.

Tanto por São Paulo quanto por Três Lagoas, podem acessar a Capital, turistas vindos do sudeste do Brasil, região onde os números do novo coronavírus estão mais altos. Já a saída de Sidrolândia liga a Capital às cidades do sul do Estado e do País, onde a situação também está mais grave que em Campo Grande.

A barreira também não vai funcionar por 24h, serão praticamente em horário comercial, de 6h às 18h.

As duas saídas da cidade que ficaram de fora são de Terenos, que liga a Capital à região de Corumbá e a de Cuiabá, por onde entram viajantes vindos no Norte do País. “As três saídas onde manteremos as barreiras são as que apresentam mais preocupação”, disse Lacerda.

Carros também passam por desinfecção. (Foto: Marcos Maluf)
Carros também passam por desinfecção. (Foto: Marcos Maluf)

Para que as barreiras sejam novamente implementadas e comecem a funcionar em 8 de junho, nova reunião será realizada na semana que vem e serão analisados os resultados completos dos dois dias de barreiras realizadas esta semana, na terça e na quarta-feira. Leia sobre isso aqui.

Segundo o secretário de saúde, José Mauro Pinto de Castro Filho, há necessidade de se organizar com outras autoridades, já que a implantação da barreira não depende apenas da prefeituras, mas também de forças de segurança, como a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Vale ressaltar ainda que há necessidade de mais EPIs (equipamentos de proteção individual), para serem usados nos agentes de saúde e outros servidores da prefeitura que vão atuar por 15 dias nas barreiras.

Blitz – Hoje de manhã, o prefeito Marcos Trad (PSD) havia informado (leia aqui) que ao invés das barreiras, a prefeitura passaria a atuar com blitzes, realizando também a aferição de temperatura e teste rápido de detecção de covid-19 em quem apresentasse febre.

No entanto, a reunião desta tarde definiu a manutenção das barreiras sanitária e também a realização das blitzes. Ao molde das de trânsito, essas abordagens vão funcionar nos bairro, levando-se em conta os locais da cidade onde há mais casos da doença, com base em dados do Sisgran (Sistema Municipal de Indicadores de Campo Grande).

Segundo Lacerda, as blitzes “não têm a mesma eficiência das barreiras. Fizemos a reunião para ver a possibilidade de continuarmos com a operação do porte que traga eficiência”, sustentou.

Elas devem começar semana que vem em alguns pontos da cidade e serão de curta duração, com até duas horas.