Operação em presídio da Capital mira bicheiro carioca por esquema com policiais
Os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar
Preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, o bicheiro Rogério de Andrade é alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Rio de Janeiro nesta terça-feira (dia 10). Já é a segunda operação de 2026 contra o bicheiro, um dos mais poderosos do Rio.
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O bicheiro Rogério de Andrade, detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, é alvo de nova operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio de Janeiro. A ação visa desarticular um esquema de segurança ilegal em Bangu, envolvendo 19 policiais. A operação, que cumpre 20 mandados de prisão preventiva, investiga policiais militares, penais e um policial civil que atuavam na proteção de pontos de jogos de azar. Andrade, que herdou o império do jogo do bicho de seu tio Castor de Andrade em 1997, está preso desde 2024 por suposto envolvimento em homicídio.
Conforme o Gaeco, braço do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), são vinte mandados de prisão preventiva contra Rogério e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu.
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Neste núcleo, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da inativa, além de um policial civil inativo, que foi cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo.
Os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso.
Os alvos da operação vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.
A operação tem mandados no Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além da Penitenciária Federal de Campo Grande.
Rogério de Andrade está detido no presídio federal de segurança máxima desde 2024, após ser preso pela Operação Último Ato do Gaeco e denunciado por ser apontado como mandante da morte de outro contraventor no Rio de Janeiro.
Ele herdou os pontos do jogo do bicho no Rio de Janeiro (RJ), de seu tio Castor de Andrade, em 1997.
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