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Interior

PF investiga institutos de MS que aplicaram no Master

Os mandados de busca são cumpridos nos municípios de Angélica e Fátima do Sul

Por Aline dos Santos | 27/05/2026 07:59
PF investiga institutos de MS que aplicaram no Master
PF cumpre mandados contra irregularidades em investimentos. (Foto: Divulgação)

Os R$ 9 milhões investidos no Banco Master por institutos previdenciários levaram a PF (Polícia Federal) a Angélica e Fátima do Sul na manhã desta quarta-feira (dia 27). As operações, batizadas de Zehirut e Charitzut, também cumprem mandado de busca e apreensão em São Paulo (SP).

RESUMO

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A Polícia Federal realizou operações em Angélica e Fátima do Sul nesta quarta-feira (27) para investigar investimentos de R$ 9 milhões de institutos de previdência municipais no Banco Master. O IPA aplicou R$ 2 milhões e o IPREFSUL, R$ 7 milhões em Letras Financeiras em 2024. As operações Zehirut e Charatzut cumpriram mandados de busca e apreensão e suspenderam funções públicas de investigados. O Master foi liquidado pelo Banco Central por maquiar rendimentos de aplicações.

A reportagem apurou que as investigações começaram após auditorias realizadas no IPA (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Angélica), que investiu R$ 2 milhões, e no IPREFSUL (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul), com R$ 7 milhões. Os investimentos foram realizados em Letras Financeiras do Banco Master, no ano de 2024.

As medidas cautelares cumpridas também incluem a suspensão cautelar do exercício das funções públicas de alguns investigados. O objetivo é reunir elementos de prova para confirmar ou afastar as hipóteses criminais investigadas.

Os nomes das operações fazem referência, em hebraico, a dois princípios fundamentais na gestão de recursos públicos: prudência e diligência.

Liquidado pelo Banco Central, o Master maquiou rendimentos de aplicações financeiras que foram realizadas por diversos institutos de previdência municipais.

A participação de tantos fundos de previdência na aquisição das chamadas letras financeiras foi uma frente em que o banco apostou após o Banco Central restringir a regulação das captações voltadas a investidores pessoas físicas, por meio dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), até então principal fonte de financiamento do Master.

A reportagem tentou contato com os institutos por meio dos telefones informados na internet, mas não obteve sucesso.

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