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26/03/2015 14:18

Prisão de ex-vizinho tranquiliza família que diz ter sido ameaçada após o crime

Renan Nucci
Renata relata que toda a família foi ameaçada pelo assassino. (Foto: Renan Nucci)Renata relata que toda a família foi ameaçada pelo assassino. (Foto: Renan Nucci)
Ela, o pai e outros familiares protestaram esta manhã em frente à 2ª DP. (Foto: Renan Nucci)Ela, o pai e outros familiares protestaram esta manhã em frente à 2ª DP. (Foto: Renan Nucci)

“Tranquiliza, mas não ameniza nossa dor”. É assim que a nutricionista Renata Rech, 28 anos, avalia a prisão preventiva do assassino do irmão Rodrigo Rech, 31. O policial civil Carlos Roberto Cerqueira, 56, aposentado por esquizofrenia, foi preso ao se apresentar na manhã de ontem (25), há exatamente um ano e um dia após cometer o crime. De acordo com a polícia, ele ficou esse tempo todo escondido no Paraguai.

Para Renata, a dor da perda do irmão é irreparável, mas saber que o responsável está na cadeia deixa a família mais tranquila, pois houveram ameaças. “Depois de ter atirado no meu irmão, ele fugiu dizendo que voltaria para pegar cada um de nós. A prisão nos tranquiliza de certa maneira”, disse a nutricionista na manhã desta quinta-feira (26), enquanto acompanhava a coletiva de imprensa concedida na 2ª Delegacia de Polícia, pelo delegado Alexandre Amaral Evangelista, responsável pelo caso.

Munidos de faixas e cartazes, os parentes da vítima pediram justiça. Eles lembraram também que enquanto Cerqueira esteve foragido, viram pessoas em atitudes suspeitas vigiando a casa da mãe dele no Bairro Monte Castelo. “A gente sempre via carros rondando a casa e ficávamos muito preocupados. Espero que a justiça seja cumprida e que ele pague por tudo que fez. Só espero que ele não seja solta logo e volte a nos oferecer riscos”, relatou.

Rixa – A nutricionista acredita que nada justifica o que o policial fez com seu irmão, que trabalhava como comerciante. Ambos eram vizinhos, mas alimentavam rixa familiar antiga, com mais de dez anos. A situação se agravou depois que o comerciante aumentou a altura do muro que existia entre as casas. “O policial subia no muro para ofender e brigar com a gente e por isso meu irmão aumentou a altura. Isso aí foi até parar na Justiça”, detalhou. Mais de 30 boletins de ocorrência foram registrados entre ambas as partes, por injúria, calúnia e ameaça. 

Segundo o delegado, Cerqueira passou esse tempo todo escondido em um município paraguaio na região de Ciudad del Este (PY), fronteira com Foz do Iguaçu (PR), e que se entregou após descobrir que estava cercado, pois até a Interpol já o procurava. “Ele confessou o crime e, conforme a defesa, disse que se sentiu acuado. Nunca deixamos de trabalhar neste caso e agora temos dez dias para concluir o inquérito”, explicou Alexandre.

Crime - Na tarde do dia 24 de março do ano passado, a vítima ouviu som de tiros em frente da sua residência na Rua Zola Cícero, nas imediações da Mascarenhas de Morais. Ao sair, viu o policial e foi até a casa da mãe, do outro lado da rua. Ele saiu pelo portão com uma mão para trás, viu que o assassino se aproximava e levantou os dois braços para o alto, não esboçando qualquer movimento de ataque. Mesmo assim, foi executado pelo vizinho que atirou e fugiu com o filho. Tudo foi registrado por câmeras de segurança, não deixando dúvidas sobre a autoria do crime.

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