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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

19/04/2016 19:05

Professores mantêm pedido de 11,36% e aguardam Bernal para definir greve

Michel Faustino

O impasse quanto ao reajuste dos professores que atuam na Reme (Rede Municipal de Ensino) continua e pode caminhar para um desfecho 'prejudicial', caso o prefeito Alcides Bernal (PP) se recuse a, pelo menos, dar uma posição a categoria. A pedido do prefeito, a categoria concordou, durante assembleia na tarde de hoje (19), em enviar um documento que 'esclarece' o Executivo sobre o que está sendo reivindicado, sob a contrapartida de que a Prefeitura apresente uma proposta até a próxima assembleia da categoria, marcada para acontecer na terça-feira, dia 26.

O presidente do ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Souza Nobre, explica que, em outros termos, esse documento, que deve ser protocolado na Prefeitura na manhã desta quarta-feira (20), seria para 'convencer' o Executivo de que a categoria deve receber o reajuste do piso salarial de 11,36% referente a esse ano e o de 13,01%, em até duas vezes, que deveria ter sido pago em 2015 e, não foi.

Conforme o sindicalista, a categoria não discute índices inferiores, haja vista que o que está sendo pedido é o cumprimento da lei 5.411/14.

“Esperamos que ele (prefeito Alcides Bernal) mande uma proposta definitiva para que a gente possa debater no dia 26. Se o que ele apresentar contemplar a categoria, nós vamos colocar em votação. Caso não, vamos definir a greve”, disse.

Segundo Lucílio, o prefeito voltou a dizer, em reunião com diretores do ACP, no início da tarde de hoje, que só poderá conceder o reajuste de 2,7%, referente aos índices inflacionários dos meses de janeiro, fevereiro e março, em decorrência da lei eleitoral que limita a concessão de reajuste. No entanto, o entendimento da categoria é outro.

De acordo com o sindicalista, o fato da categoria possuir um piso nacional, não implicará Bernal na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

“Nosso jurídico fez um estudo que aponta que a nossa lei não se engrada nesta questão eleitoral. E isso que estamos apresentando neste documento que está sendo enviado para o prefeito. Agora, esperamos que ele nos de um posicionamento e resolva essa situação que se perdura por anos. A greve é a nossa última arma. Por enquanto vamos trabalhar dentro da responsabilidade e aguardando essa posição”, completou.

Os professores devem parar novamente na terça-feira, 26, para definir as ações e analisar uma possível resposta de Bernal às reivindicações da categoria.



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