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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

25/12/2018 21:12

Projeto instrui mães sobre um processo de adoção responsável

Adriano Fernandes
Uma das crianças que nasceram na unidade hospitalar. (Foto: Divulgação) Uma das crianças que nasceram na unidade hospitalar. (Foto: Divulgação)

Projeto posto em prática na Maternidade Cândido Mariano em Campo Grande, busca não só acelerar o processo de adoção de crianças, mas também acolher e conscientizar as mães que queiram colocar seus filhos para serem adotados.

Desde 2011, o projeto Dar a Luz orienta mulheres sobre o processo de decisão e a importância da entrega responsável da criança. A iniciativa foi criada pela Vara da Juventude, da Infância e do Idoso de Campo Grande, diante da grande quantidade de mulheres que abandonam seus filhos ou procuram desconhecidos para assumirem sua criação, por não saberem que entregar o bebê à adoção não é crime.

O Dar a Luz  também é uma alternativa para as mulheres que engravidaram sem desejar e cogitam abortar, considerado crime no Brasil. Durante o processo é disponibilizado à gestante um espaço onde ela é ouvida por uma psicóloga e uma assistente social, recebe orientação sobre como conduzir com responsabilidade a gestação, as implicações de sua decisão, além de orientações sobre como agir diante de eventuais assédios para entregar de forma ilegal a criança.

“Já aconteceu de mães chegarem na recepção ou depois do parto e falarem que não querem levar o bebê para a casa”, conta Taline Mara Ricardino, assistente social da Maternidade Cândido Mariano. 

Se o único impedimento da mãe para maternar é a falta de condições materiais, a gestante é inserida na rede municipal de proteção para receber o apoio necessário. “Tivemos pacientes advogadas, mulheres de classe média alta e bem instruídas que quiseram colocar para adoção. A variedade de motivos para entregar o recém-nascido é muito grande”, complementa. Para a psicóloga da Maternidade Cândido Mariano, Jackeline Medeiros, apesar de polêmico o assunto deve ser discutido com responsabilidade.

 

“Quantas famílias hoje são felizes porque tiveram seus filhos por meio da adoção? Muitas pessoas tem problemas de fertilidade, por exemplo. Talvez, se não fossem essas mães doando eles não seriam pais. Por isso, a sociedade precisa entender que entregar um filho não é errado, não é feio, não é proibido e não é um crime. É legal, a lei ampara. É um ato de amor”, explica a profissional.

Quem deseja adotar deve estar habilitado na Vara da Infância e Juventude. Após participar do Curso de Preparação à Adoção, os pretendentes serão orientados, avaliados e preparados pela equipe de profissionais da Vara da Infância.

 



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