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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

27/03/2017 18:02

Quantidade de buracos e chuvas desafiam nova etapa da operação

Anahi Gurgel
Veículo desvia de cratera na Rua Sargento Hércules Santos de Campos, no Bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)Veículo desvia de cratera na Rua Sargento Hércules Santos de Campos, no Bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)

A contar pela enorme quantidade de buracos espalhados em todas as regiões de Campo Grande, além do período chuvoso, tudo indica que a nova etapa da operação tapa-buraco deverá ser necessariamente intensa e rápida para conseguir obter os resultados esperados pela população.

Em outras palavras, o serviço de tapa-buracos não tem vencido a quantidade de crateras que se abre na cidade. Em muitos bairros, é possível encontrar ruas há vários meses sem manutenção. 

A própria Prefeitura reconhece que essa atual fase da operação será marcada por muitos obstáculos. Mas, garante que o trabalho vai continuar. 

"As chuvas atrapalham o serviço, mas não podemos parar. Hoje, cerca de 20 equipes estão nas ruas e, até semana que vem, um total de 30 frentes de trabalho estarão tampando buracos simultaneamente em todas as regiões da cidade", afirma o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese.

A nova fase da operação é fruto de um convênio firmado com o Governo do Estado na ordem de R$ 20 milhões para recuperar a malha viária da cidade. Foram contratadas 7 empreiteiras, em caráter emergencial.

E deverá ser mesmo uma corrida contra o tempo e contra a chuva. Na tarde desta segunda-feira (27), na mesma data em que as frentes começaram a atuar, em pouco mais de 1 hora, a reportagem percorreu dois bairros da Capital e encontrou vias em péssimas condições, que preocupam motoristas, comerciantes e moradores.

No Bairro Coophasul, região Norte da cidade, os condutores precisam ter muita “manha” para conseguir transitar por ruas como a Sargento Hércules Santos de Campos. A via está cheia de buracos, de todos os tamanhos, o que leva a manobras perigosas de veículos.

Bem na curva da esquina com a Rua Pedro Balduíno, uma cratera e buracos menores ao redor desafiam os motoristas há pelo menos 3 meses. Para desviar do trecho, eles precisam quase entrar na área da Paróquia São João Batista ou, se não vier outro veículo na pista contrária, invadir a contra-mão.

“Tá feia a situação aqui. Toda hora tem um carro que deve parar e esperar o outro passar pelo mesmo lado da pista, que tem menos buraco. Os motoristas têm que ter paciência, bom senso e dirigir bem devagar para evitar bater”, relata o pedreiro Vivaldino Geremias, 64, que está trabalhando em uma obra no local.

“Está muito periogoso. A operação tapa-buraco atuou somente até metade da rua. O pior trecho ficou sem arrumar. Tempos atrás, estourou uma fossa, e o esgoto se juntou com a água da cratera. Virou um piseiro. Esgoto aberto, com mau cheiro. Muitos clientes reclamavam e deixaram de vir”, lembra Lyandra Dolácio, 18, funcionária de uma chiparia do local.

Ela disse que equipes da Prefeitura realizaram limpeza no local onde a fossa abriu, mas deixaram apenas um cone dentro, sinalizando o buraco, mas sem fechá-lo. "O buraco só foi aumentando", afirma. 

Motociclista desvia de cratera no bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)Motociclista desvia de cratera no bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)
Veículo transita na esquina das ruas Sargento Hércules Santos de Campos e Pedro Balduíno, no Coophasul. (Foto: André Bittar)Veículo transita na esquina das ruas Sargento Hércules Santos de Campos e Pedro Balduíno, no Coophasul. (Foto: André Bittar)

Mais à frente, uma cratera ainda maior chamou a atenção por quase atravessar uma das vias perpendiculares à Pedro Balduíno. 

“Esse buraco abriu há uns 4 meses. E observo que os motoristas ficam sem opção. Nesses dias mesmo, eu bati minha moto em um Uno, porque a condutora freou muito de repente para não cair no buraco e eu não consegui frear justamente porque estava deviando de outro buraco. Graças a Deus foi batida de leve”, relata o jovem Matheus Santiago, 18, funcionário de uma borracharia.

Ele conta ainda que o movimento no comércio aumentou muito nos últimos meses. “Tem motorista que reclama demais de buracos aqui do bairro e também da Euler de Azevedo e Mascarenhas de Moraes”, diz. 

Veículo dentro de cratera alagada no bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)Veículo dentro de cratera alagada no bairro Coophasul. (Foto: André Bittar)
Camionete não tem como desviar de buraco no asfalto de rua do Coophasul. (Foto: André Bittar)Camionete não tem como desviar de buraco no asfalto de rua do Coophasul. (Foto: André Bittar)
Pedreiro Vivaldino Geremias durante trabalho em obra nesta tarde (27). Trecho aqui está muito periogoso. (Foto: André Bittar)Pedreiro Vivaldino Geremias durante trabalho em obra nesta tarde (27). "Trecho aqui está muito periogoso". (Foto: André Bittar)

Sem ter para onde desviar – Também na Rua do Rosário, no bairro Coronel Antonino, os motoristas fazem de tudo para não cair nos buracos. Quase sempre a façanha é impossível. Principalmente porque a pista do sentido Mascarenhas de Moraes está tomada de buracos. Ou sobe na calçada, ou no canteiro central onde está plantada a famosa árvore da via.

“Realmente, não cair é difícil”, concorda o empresário Francisco Espíndola, 64, que mora na rua há 6 anos.

“Estou pensando em convocar os vizinhos para cada um tampar um buraco por conta. A operação tapa-buraco está em andamento, acompanho pela mídia, mas se for esperar passar em todos os lugares, os buracos só irão piorar”, acredita.

Resposta - O secretário Rudi Fiorese, afirma que os trabalhos da nova operação tapa-buraco estão sendo realizados, prioritariamente, nas vias onde há grande fluxo de veículos e rotas do transporte público.

"Nos bairros, fazemos a recuperação do asfalto em ruas onde os buracos representam grande risco para a população", frisa.

Ele informou ao Campo Grande News que já nesta terça-feira (28) vai encaminhar uma equipe para analisar os buracos do bairro Coophasul e iniciar operação tapa-buraco nas ruas citadas nesta reportagem. 

Ainda nesta semana, também vai solicitar reparos na Rua do Rosário, no Bairro Coronel Antonino.



O grande problema é a paciência que o poder publico tem, esse serviço precisa ser feito 24 horas e não somente de segunda a sexta. As equipes vão preparam o buraco pra ser tapado, não dão conta e deixam pro outro dia, quando vemos estamos dentro dele, isso eh ruim para os veículos, se não conseguirão tapar ate o fim do expediente, deixa do jeito que esta e continuam no outro dia. Existem lugares com grande fluxo de veiculo e mesmo assim eles tumultuam o transito, em cidades maiores isso eh feito a noite qdo se diminui o fluxo.
 
Mauro em 28/03/2017 09:02:46
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