Radares são instalados em novos pontos das principais avenidas de Campo Grande
Equipamentos também serão implantados na Avenida Bandeirantes e fazem parte da ampliação da fiscalização
A instalação de novos radares em Campo Grande avançou para trechos apontados como críticos por moradores. Na Rua Brilhante, equipamento começou a ser implantado próximo ao local onde ocorreu grave acidente que resultou na amputação de uma das pernas da comerciante Jamile Domingues, de 42 anos, em março deste ano.
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Os trabalhos começaram na última sexta-feira (19) e tiveram continuidade nesta segunda-feira (22). O radar faz parte de uma nova etapa de ampliação da fiscalização eletrônica iniciada pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), após a instalação do equipamento no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia.
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O acidente citado acima ocorreu no dia 14 de março. Conforme informações divulgadas na época, o impacto da colisão foi tão forte que a perna da vítima foi encontrada a cerca de 50 metros do ponto onde ocorreu a batida. Jamile foi atingida por um veículo conduzido por Reinaldo Henrique da Silva Pamplona, de 28 anos, que foi preso 54 dias depois em Santa Catarina.
Moradores da região afirmam que a instalação do radar traz sensação de maior segurança. Valdir Bosso, de 67 anos, que vive próximo ao local, conta que acidentes são frequentes na via. “É muito perigoso, porque os carros passam correndo. A gente já estava pedindo isso há bastante tempo. Nessa esquina e para frente, dificilmente passava uma semana sem acidente”, relatou.
Segundo ele, mesmo sem saber se o equipamento já está em funcionamento, a presença do radar já mudou o comportamento dos motoristas. “Com certeza já melhorou, porque a velocidade que eles passavam aqui era incrível. Espero que agora acabem esses acidentes”, disse.
A comerciante Ketlen Alencar, de 20 anos, que trabalha em um estabelecimento próximo, também considera necessária a instalação. Para ela, o movimento intenso e a velocidade dos veículos justificam o equipamento. “Aqui acontecem vários acidentes. É uma avenida vindo do Centro, muito movimentada. Achei que foi bom”, afirmou.
Ela acredita que o radar pode ajudar a reduzir os riscos, mas defende outras medidas. “Os carros passam voando mesmo. Acho que foi muito bom, mas também poderia ter um quebra-molas”, comentou.
Outros pontos - Além da Rua Brilhante, equipes também trabalham na instalação de um radar na Avenida Bandeirantes, aproximadamente 100 metros após o cruzamento com a Rua José Paes de Farias, no sentido Centro. O equipamento ficará no canteiro central, próximo ao terminal de ônibus inacabado, na região do Jardim Jacy.
Comerciantes da região também aprovam a medida. Cláudio Alves, de 61 anos, afirma que o excesso de velocidade era uma preocupação constante. “Acho que aqui precisava de um radar mesmo. O pessoal passa correndo, acho que isso vai melhorar”, disse.
O comerciante Moacir Martelli, de 74 anos, que trabalha em uma oficina de motos, afirma já ter presenciado diversos acidentes no trecho e diz ter ficado contente com a instalação do radar. “Bom não, é ótimo. Só nessa ruazinha que sobe aí já foram uns 20 acidentes que eu estive prestando atenção”, afirmou.
Segundo ele, motociclistas costumam trafegar em alta velocidade pela região. “Esses motoqueiros passam a 100 por hora aqui, ainda mais fazendo aquele barulho, dando esses estouros. Estava demorando já. Acho que vai melhorar muito, porque estava feio o negócio aqui”, declarou.

Ampliação da fiscalização - A nova fase de implantação de radares também contempla a Avenida Ministro João Arinos e outros trechos da Avenida Afonso Pena. Segundo a Agetran, os demais pontos avaliados seguem em análise técnica e estudos de viabilidade para uma possível implantação futura.
A agência informou ainda que, após a conclusão da instalação, aferição, homologação e demais procedimentos necessários para o início da operação dos equipamentos, será feita a divulgação oficial à população. Assim como ocorreu em implantações anteriores, os novos dispositivos passarão por um período educativo de 15 dias, durante o qual os motoristas serão orientados sobre o funcionamento da fiscalização, sem aplicação de multas.
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