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Capital

Referência da covid, HR só tem vagas em 6 "leitos críticos"

No CTI há 83 leitos críticos equipados com respirador para pacientes com quadros graves da doença do novo coronavírus

Por Izabela Sanchez | 16/07/2020 08:10
Hospital Regional Rosa Pedrossian atrás da tenda onde funciona o hospital de campanha (Foto: Marcos Maluf)
Hospital Regional Rosa Pedrossian atrás da tenda onde funciona o hospital de campanha (Foto: Marcos Maluf)

O Hospital Regional Rosa Pedrossian em Campo Grande, referência para tratamento de internação da covid-19, chega a esta quinta-feira (16) com apenas seis leitos vagos para pacientes graves. A lotação chega aos 92,8%, conforme o boletim fechado no final da quarta-feira (15).

Os números representam nova escalada da ocupação de leitos críticos, como são chamados os leitos de interação no CTI (Centro de Terapia Intensiva) com respirador e aparelhagem voltados aos pacientes com quadros graves da covid-19. O HR dispõe de 83.

A lotação ocorre na mesma semana em que a ocupação voltou à casa dos 80%, ainda alta, mas menos preocupante após atingir índice de 98% na semana passada, o que provocou operação de transferência de pacientes para a rede privada.

A situação, por outro lado, só teve rápido alívio porque os boletins indicam 10 mortes durante o último final de semana, conforme os números divulgados pelo hospital no domingo (12) e segunda-feira (13).

O HR utilizou contêiner refrigerado para os corpos das vítimas da covid já que não tem câmara mortuária preparada para cenário onde, em um dia, sete pessoas faleceram, entre pacientes da covid, outras comorbidades e suspeitos da doença do novo coronavírus.

Em Campo Grande, a lotação em hospitais preocupa. O Proncor, onde a Prefeitura contratou parte dos 37 novos leitos de UTI, tinha 10 vagas até o final da quarta-feira. Lotado no dia anterior, só liberou espaço pelas mortes registradas. Campo Grande alcançou os 49 óbitos pela covid-19 durante a tarde.