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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/06/2015 09:20

Responsável pela morte de 83% dos peixes, empresa recebeu R$ 3 milhões

Aline dos Santos
Aquário do Pantanal é construído em Campo Grande. (Foto: Arquivo)Aquário do Pantanal é construído em Campo Grande. (Foto: Arquivo)

A empresa Anambi (Análise Ambiental Ltda) já recebeu R$ 3 milhões do governo do Estado para manutenção do peixes que vão povoar o Aquário do Pantanal. Após a morte de 83% dos animais e relatório de especialistas no tema, o governo do Estado publicou hoje o encerramento do projeto pesquisa científica “Biodiversidade para todos: da água à popularização da ciência e proteção da vida por meio do Aquário do Pantanal”.

Conforme a assessoria de imprensa da Fundect (Fundação de Apoio e Desenvolvimento de Ensino e Ciências e Tecnologia), foram executados R$ 3 milhões do valor total de R$ 5.215.499,36.

Relatório de especialistas do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais) e da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo)/campus Jaboticaba apontam que as recomendações técnicas previstas no edital não foram totalmente atendidas.

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vai assumir a a manutenção dos peixes até que a obra, em execução nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande, seja concluída.

Os peixes são mantidos a “sete chaves” em galpões na sede da PMA (Polícia Militar Ambiental), na Capital. O Campo Grande News esteve no local na última quarta-feira, mas não conseguiu entrar.

Conforme relatório da empresa Anambi, responsável pelo manejo das espécies, desde novembro de 2014, 10.160 peixes morreram. Hoje, a reportagem entrou em contato com a Anambi, mas não conseguiu contato com o responsável.

O MPE (Ministério Público Estadual) abriu inquérito para apurar irregularidades envolvendo o licenciamento ambiental da obra, a captura, o manejo e a guarda das diversas espécies.

A denúncia foi feita pelo oceanógrafo Hugo Gallo Neto, fundador e diretor-executivo do Aquário de Ubatuba (SP). Para ele, um projeto que deveria servir de exemplo para Brasil em termos de beleza e número de espécies do Pantanal “está virando em matadouro de peixe. Dedico uma vida para os aquários e não consigo ver isso acontecer sem me indignar”, afirmou.

O Ministério Público, em nota à imprensa divulgada em 12 de junho, declarou que se confirmada oficialmente a morte dos milhares de peixes, medidas cabíveis dentro da esfera de competência do órgão serão devidamente adotadas, inclusive para evitar a mortandade das demais espécies ainda em quarentena.



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