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Saiba qual a diferença entre bicicleta elétrica e ciclomotor

Veículos seguem regras diferentes, mas são facilmente confundidos; Veja onde cada um pode andar

Por Natália Olliver | 21/02/2024 13:27
Scooters, ciclomotor, nas ruas de Campo Grande (Foto: Marcos Maluf)
Scooters, ciclomotor, nas ruas de Campo Grande (Foto: Marcos Maluf)

Com tanta confusão sobre a diferença nas regras de trânsito para bicicletas elétricas e ciclomotores, o que não falta nas ruas e nas redes sociais são dúvidas a respeito dos veículos. Neste ano, dois acidentes envolvendo os automóveis elétricos causaram a morte de condutores na Capital.

Apesar de semelhantes, o que muita gente não sabe é que os equipamentos de segurança são específicos e precisam ser feitos de material mais resistente. Conforme o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), as bicicletas elétricas tem motor de até 1.000 Watts de potência e podem chegar a até 32 km nas ciclovias ou ciclofaixas e vias.

O capacete é recomendado, assim como luvas e óculos de proteção. Nessa categoria não há necessidade de habilitação ou do registro do veículo.

Confira a diferença entre a bicicleta elétrica e ciclomotores. Na tabela também há as regras sobre o uso de patinetes elétricos.

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Já os ciclomotores são classificados como veículos com até 4.000 Wats de potência. Eles podem chegar a até 50Km/h, circulando apenas nas vias públicas. Para esses veículos é obrigatório que o condutor tenha CNH, na categoria A, ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), assim como uso de capacete de motocicleta.

Avenida Doutor Euler de Azevedo, local onde ocorreu acidente com morte no dia 19 (Foto: Henrique Kawaminami)
Avenida Doutor Euler de Azevedo, local onde ocorreu acidente com morte no dia 19 (Foto: Henrique Kawaminami)

Acidentes - No dia 19 de janeiro, Emerson Jesus Antunes Braga, de 35 anos, morreu em acidente envolvendo a motocicleta que conduzia e um ciclo motor. O acidente aconteceu na Avenida Doutor Euler de Azevedo, na entrada do Bairro Coophasul, em Campo Grande. Na queda, o capacete escapou e ele bateu a cabeça no asfalto.

No dia 6 de fevereiro, uma mulher de 43 anos morreu após cair da bicicleta elétrica na Avenida Ernesto Geisel, próximo ao Ginásio Guanandizão, região do Bairro Amambai. O capacete influenciou diretamente na gravidade das lesões sofridas e que ocasionaram na morte.

Segundo o delegado Felipe Alvarez, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol, o capacete de baixa qualidade ficou destruído após o impacto. A mulher estava a 52 km/h no momento da queda.

 "O capacete se esfacelou e claramente não atingiu o fim que se destina", disse ao conversar com a imprensa no local do acidente.

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