Sem lazer, mães querem pressa em abertura de escolas aos fins de semana
Projeto aprovado na Câmara depende de sanção; população cobra segurança e organização

Com crianças brincando nas ruas, mães aguardam a abertura de escolas municipais aos fins de semana para uso das quadras esportivas. Nesta quarta-feira (13), o Campo Grande News percorreu bairros da região norte da Capital para ouvir a população sobre o projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores.
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Moradores de bairros da região norte de Campo Grande apoiam projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores que permite o uso de quadras e ginásios de escolas municipais nos fins de semana e feriados. A proposta aguarda sanção da prefeita Adriane Lopes e prevê regras de uso, segurança e responsabilidades dos frequentadores. Moradores relatam falta de espaços de lazer e crianças que brincam nas ruas.
A proposta, discutida na terça-feira (12), permite o uso de quadras e ginásios de escolas municipais durante fins de semana e feriados. Após a aprovação, o texto segue para sanção da prefeita Adriane Lopes (PP).
Moradora há 13 anos em frente à Escola Municipal Senador Rachid Saldanha Derzi, no Jardim Noroeste, a dona de casa Ana Paula Costa, de 35 anos, afirma que os filhos devem frequentar o espaço caso seja liberado. Hoje, as crianças, de 7 e 13 anos, brincam no canteiro da Rua dos Irmãos ou até mesmo na via.
“Eles brincam aqui na frente. Tem a praça do Cras, mas acho que não abre aos fins de semana. Jogam bola no canteiro com a turma, mas escureceu vira um breu e todo mundo volta para casa”, relata.

Antes do asfaltamento, segundo ela, a rua era o único espaço disponível. A falta de áreas de lazer próximas continua sendo um problema. “Eles jogavam na lama, na terra. Depois asfaltou, mas não tem outro lugar. Se abrir a escola no fim de semana, para mim seria ótimo, ainda mais porque moro em frente”, afirma.
Apesar de apoiar a proposta, a moradora demonstra preocupação com a conservação dos espaços. “Será que não fica bagunçado?”, questiona. O projeto prevê que a prefeitura estabeleça regras de uso, segurança e responsabilidades dos frequentadores, com objetivo de garantir acesso organizado.
Para o mecânico Victor Morel, de 31 anos, morador do Bairro Estrela Dalva, a iniciativa é positiva, mas depende de planejamento. “Tem que ter segurança. Se não tiver, a molecada pode até colocar fogo. Mas é bom para incentivar o esporte”, avalia.
Ele conta que a região até possui áreas de lazer, mas muitas estão em más condições. Um dos pontos mais próximos fica na Rua Acrópole com a Rua Torquato de Camillo, onde foi implantado o Bosque da COP15. “Tem uma pracinha nova, mas só tem uma quadra de areia e não é bem cuidada. Muitas vezes o mato está alto”, afirma.
Caso a proposta entre em vigor, Victor acredita que pode estimular crianças e adolescentes a deixarem o celular de lado. “Hoje é difícil ver alguém querendo jogar bola. Todo mundo fica no celular, então pode ser um incentivo”, diz.
No Bairro Nova Lima, a auxiliar de manutenção Ana Paula Silva, de 27 anos, lembra que já participou de atividades semelhantes quando estudava na Escola Municipal Hércules Maymone. “Antes tinha ‘Escola Viva’ todo sábado, com artesanato, oficinas, quadra e dança. Era bem legal”, recorda.
Mãe de três crianças, de 4, 11 e 15 anos, ela afirma que a falta de espaços adequados obriga os filhos a brincarem na rua. “Sinto falta por causa deles. Querem brincar, jogar bola, mas só tem a rua. Tem carro passando, avenida, não podem correr. Já quase aconteceram acidentes”, relata.
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