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Capital

Sem sinal de tiro em corpo de PRF, polícia pede toxicológico para apurar morte

Cadáver também não tinha marcas de violência, conforme laudo necroscópico

Por Mirian Machado | 02/12/2021 12:57
Estrada próximo de onde corpo de Tony foi encontrado. (Divulgação PCMS)
Estrada próximo de onde corpo de Tony foi encontrado. (Divulgação PCMS)

Ao contrário do que foi divulgado pelo Campo Grande News com base nas primeiras informação apuradas com a polícia, o corpo do policial rodoviário federal Tony Emerson Moretto, encontrado morto no último domingo (28), não tinha sinais de disparo de arma de fogo.

O caso segue sendo investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil. Segundo o delegado Nilson Friedrich, o cadáver também não tinha marcas de violência e como não foram constatadas lesões no corpo, a polícia pediu que seja realizado exame toxicológico para tentar decifrar a causa da morte.

Corpo foi encontrado em uma área de mata, próximo à rodovia MS-040, na região das Moreninhas. (Foto: Direto das Ruas)
Corpo foi encontrado em uma área de mata, próximo à rodovia MS-040, na região das Moreninhas. (Foto: Direto das Ruas)

Também não foram encontrados sinais de luta no local - uma área de mata, próximo à rodovia MS-040, na região das Moreninhas - assim como o carro, armas ou o aparelho celular da vítima. O veículo foi localizado depois.

Já foram ouvidas testemunhas, feitos exames periciais e enquanto isso, as investigações continuam para detalhar como ocorreu a morte de Tony, os últimos passos dele, a motivação do suicídio ou homicídio e chegar a uma eventual autoria, na hipótese de assassinato.

O corpo do PRF foi localizado por volta das 16h por um homem que estava colhendo guaviras numa mata da estrada rural Leilão Santa Maria, próximo da Fazenda L2 e o trilho férreo, cerca de 3 km após o Pesqueiro Harmonia. O homem acionou a Polícia Militar.

Naquele domingo, tudo indicava que Tony havia tirado a própria vida, depois de "flagrar" a ex-mulher com outro homem em motel de Campo Grande. Conforme levantamento pericial local, o corpo estava em decomposição, sinal de que o policial rodoviário havia morrido há pelo menos dois dias, ou seja, na sexta-feira anterior ao dia que foi encontrado, mesmo dia que perseguiu a mulher até o motel.

Personal foi atingido por tiro no rosto enquanto estava no motel com a ex-esposa do policial. (Foto: Paulo Francis)
Personal foi atingido por tiro no rosto enquanto estava no motel com a ex-esposa do policial. (Foto: Paulo Francis)

Confusão em motel – Segundo a mulher de 32 anos, ela e o PRF estavam em processo de separação e na tarde de sexta-feira, 26 de novembro, Tony rastreou o carro dela e invadiu motel, armado com dois revólveres. O policial pulou um portão, descobriu em qual quarto ela estava com um personal trainer e então, entrou atirando.

O homem foi ferido com tiro na boca. Nu, ele conseguiu correr para a Avenida Cônsul Assaf Trad, onde passava viatura da PM, que parou para socorrê-lo. Muito ensanguentado, o personal conseguiu contar poucos detalhes do ocorrido e recebeu os primeiros atendimentos do Corpo de Bombeiros.

Já a mulher apareceu em frente ao motel, com o rosto machucado e alguns arranhões. Ela foi encaminhada para o Proncor e o educador físico para a Santa Casa de Campo Grande. O quadro de saúde do homem é considerado estável, mas ele continua internado.

Tony era ex-chefe do setor de Tecnologia e Informática da PRF, ele entrou para a corporação em 2006. (Foto: Redes Sociais)
Tony era ex-chefe do setor de Tecnologia e Informática da PRF, ele entrou para a corporação em 2006. (Foto: Redes Sociais)


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