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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/01/2014 10:35

Sem vagas, pacientes agonizam e até morrem na fila à espera de UTI

Lidiane Kober
Crise na rede pública tem se agravado e causado até morte na Capital (Foto: Arquivo)Crise na rede pública tem se agravado e causado até morte na Capital (Foto: Arquivo)

Com déficit de cerca de 30%, pacientes agonizam e até morrem à espera de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em Campo Grande. No total, são 159 leitos para quase 800 mil habitantes, sem contar pessoas de todo o Estado que vem à Capital em busca de atendimento mais qualificado. Para piorar, nos últimos cinco anos, as vagas diminuíram e profissionais da saúde preveem um colapso no sistema.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Campo Grande, Marcos Antônio Leite, de 2007 para 2012, o número de leitos baixou de 453 mil para 448 mil no país. “O déficit beira em torno a 30%”, acrescentou. “Chega ao ponto de a gente precisar escolher quem vai para a UTI”, emendou.

O drama é tanto que pessoas chegam a morrer, sem a chance de um tratamento mais avançado. “Em estado grave, horas, minutos são de extrema importância e quanto maior à espera, menos é a chance de sobrevida”, frisou Leite.

Na Capital, a principal referência é a Santa Casa por ter 59 UTIs do tipo III, o mais completo. Do total, 57 atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O Hospital Geral El Kadri tem outras 12 particulares. O HU (Hospital Universitário) e o HR (Hospital Regional) têm, respectivamente, 17 e 29 leitos do tipo II, menos avançado.

Diretor técnico da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura admite que, diante do déficit, pacientes chegam a ficar no centro cirúrgico à espera de uma vaga. “Até o ano passado, acontecia de a pessoa ficar quatro, cinco dias nas 75 salas do centro cirúrgico”, relatou.

Ele, no entanto, avalia que o déficit de UTIs não chega a causar mortes. A opinião leva em consideração o entendimento de que na hora de salvar vidas o atendimento de urgência e emergência é o mais necessário. “A Unidade de Tratamento Intensivo é mais para tratar sequelas”, acrescentou.

Classificação – Mesmo assim, Kanamura reconhece o drama e, cansado de conviver com a dificuldade, ele desenvolveu na Santa Casa um sistema de classificação para decidir quem chegará à UTI. “Temos uma fila permanente de pelo menos cinco pacientes”, informou. “E a classificação é ética e não tem o controle de quem solicita. Isso faz com que os pacientes mais graves tenham acesso mais rápido”, completou sobre o sistema desenvolvido no hospital.

De acordo com o médico, a classificação, inclusive, virou modelo. “O Ministério da Saúde utilizou-se de nossa classificação e implantou na rede SOS”, destacou. “Este ano não fiquei mais de um leito do centro cirúrgico 24 horas ocupado, porque é classificado, o paciente da sala é mais grave, ganha mais pontos e passa na frente, isso se chama gestão clínica”, emendou.

Futuro preocupante – Apesar de amenizar o problema, o futuro preocupa profissionais da saúde. “A população está envelhecendo, o trauma está aumentando, o cliente está aumentando”, alertou Kanamura.

Para a médica Maria Augusta, que também atende na Santa Casa, os “hospitais não foram programados para receber o alto índice de acidentes de trânsito”. “80% dos pacientes de urgência e emergência são provenientes do politrauma”, informou.

Coordenador do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Luiz Antonio Tonhão convive diariamente com o drama de não ter onde levar os pacientes. “Se é trauma, a única referência é a Santa Casa que vive lotada”, comentou. “Então, o grande problema é que não temos onde levar as pessoas”, finalizou.



O MP deve estar fiscalizando as obras do aquário,principalmente os promotores de uma tal promotoria do cidadão, ou estão em recesso....aliás esse tal de recesso, alguém tem de fazer uma lei extirpando esse mal do meio de cidadãos de bem;todo mundo trabaiando, sem exceção nenhuma.
 
anderson roque em 02/01/2014 14:12:26
Mas e os médicos cubanos? Não resolvem isso???
 
MARIA DENISE BERRI em 02/01/2014 13:34:25
CADÊ OS REPRESENTANTES DO POVO. ESTÃO PERDENDO TEMPO COM PICUINHAS. E O POVÃO MORRENDO. CADA DIA QUE PASSA TENHO MAIS NOJO DESSES REPRESENTANTES QUE SÓ PENSAM EM PRIVILÉGIOS!!!
 
Fatima Maria Barbosa Prieto em 02/01/2014 12:23:34
Nossos governantes, como Bernal só veem o próprio lado, enquanto o povo sofre e, até morre esperando atendimento, ele esta simplesmente discutido picuinha, com Vereadores, cada um olhando só os próprios interesses. E mesmo assim muita gente foi a camara esquentar as costas do Prefeito, defende-lo. Ele não tem que ser cassado, tem é que renunciar, o mais depressa possível.
 
Mirtes Lourenço Camilo em 02/01/2014 12:01:04
cadê os direitos humanos, se fosse pra um bandido eles arrumariam rapidinho, POVO BRASILEIRO ACORDEM!!! NAS ELEIÇÕES...TEMOS QUE DAR O TROCO...
 
Jonas da Silva em 02/01/2014 11:27:25
isso e caso de policia cade os promotores cadeia me quem e responsável....
 
vanderlei marques em 02/01/2014 11:02:22
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