Réu é condenado à prisão e a pagar R$ 8 mil à vítima de “golpe do amor"
Homem explorava financeiramente mulher com deficiência com quem manteve relacionamento

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um homem por estelionato praticado contra uma mulher com deficiência, em Campo Grande. O réu utilizou o relacionamento afetivo para manipular emocionalmente a vítima e obter vantagens financeiras, segundo a sentença.
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Homem foi condenado pela Justiça de Mato Grosso do Sul por estelionato contra uma mulher com deficiência em Campo Grande. O réu usou um relacionamento afetivo para manipulá-la emocionalmente e obter dinheiro. A pena foi de 1 ano, 5 meses e 15 dias em regime aberto, substituída por medidas restritivas, além do pagamento de R$ 8.125,83 em danos morais e materiais. A Defensoria Pública atuou no caso, que tramitou na 2ª Vara de Violência Doméstica.
O juízo impôs ao acusado pena de 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão no regime aberto, que foi substituída por medidas restritivas de direitos. Ele também terá de pagar R$ 2 mil por danos morais e R$ 6.125,83 por danos materiais.
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O caso teve acompanhamento da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que atuou para garantir que a situação fosse tratada como violência contra a mulher. Conforme a defensora pública Edmeiry Silara Broch Festi, o homem alegava precisar de dinheiro para consertar o carro e, assim, conseguir encontrar a vítima. Desta maneira, conseguiu que ela fizesse várias transferências bancárias para ele.
A defesa da vítima reuniu mensagens, comprovantes e outros documentos que mostravam como a mulher vinha sendo explorada emocional e financeiramente. Segundo a defensora pública, ficou evidente pelas conversas analisadas no processo que o homem se aproveitou da vítima.
O caso começou a ser investigado após registro de boletim de ocorrência. Em um primeiro momento, houve pedido de arquivamento do inquérito, mas a Defensoria recorreu para que a investigação continuasse. Depois disso, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apresentou denúncia e o processo passou a tramitar na 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Na sentença, a Justiça entendeu que o homem usou a confiança criada no relacionamento para enganar a vítima e conseguir vantagem financeira. A decisão também destacou a vulnerabilidade da mulher, tanto pela condição de saúde quanto pela dependência emocional criada durante a relação.

