Sesau diz que jovem morto após 14 dias internado recebeu atendimento adequado
Conforme a pasta, rapaz teve suporte de equipes médicas e só obteve alta da UPA depois de melhora clínica

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirmou que David Kauã Vieira Santos Lopes, 23 anos, recebeu atendimento médico e passou por avaliação clínica em todas as vezes que procurou as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Campo Grande antes de ser internado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A manifestação ocorre após a família relatar que o jovem passou cinco dias peregrinando por unidades de saúde em busca de diagnóstico.
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David morreu na tarde desta segunda-feira (31), após permanecer 14 dias internado. Segundo documentação médica apresentada à polícia, ele estava em tratamento contra meningite e não tinha histórico de comorbidades. Em nota, a Sesau afirmou que os atendimentos na rede municipal de urgência e emergência seguem protocolos que incluem avaliação clínica, exames complementares e acompanhamento conforme a condição apresentada pelo paciente.
Sobre o caso, a secretaria declarou que David foi assistido por equipes médicas em todas as passagens pelas unidades de pronto atendimento e submetido à avaliação considerada compatível com o quadro apresentado. Segundo a pasta, ele só foi liberado após apresentar melhora clínica objetiva.
A secretaria também afirmou que a orientação para retorno em caso de sinais de alarme faz parte do protocolo de segurança do paciente e que, no caso de David, a recomendação foi seguida por ele e pelos familiares.
Ainda conforme a Sesau, quando é identificada a necessidade de atendimento em uma unidade de maior complexidade, a rede municipal aciona o sistema de regulação para encaminhamento ao serviço de referência. A pasta afirma que, neste caso, a transferência para unidade hospitalar foi efetivada no mesmo dia em que houve indicação médica.
Conforme o boletim de ocorrência, David começou a passar mal após comer um lanche e foi levado inicialmente para a UPA Vila Almeida e, posteriormente, para a UPA Santa Mônica. Durante cinco dias, passou pelas duas unidades em novos atendimentos, sem internação.
No sexto dia, foi encaminhado ao Hospital Regional, onde permaneceu internado por 14 dias. Uma bactéria foi identificada no líquido que envolve o cérebro e a medula. Mesmo com o tratamento antimicrobiano indicado a partir do resultado do exame, o jovem não apresentou resposta e o quadro evoluiu. A morte encefálica foi constatada após uma arteriografia realizada às 13h50 de segunda-feira. O óbito foi registrado às 13h52.
A família levantou suspeita de intoxicação após o consumo do lanche em uma lanchonete e registrou o caso na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como morte decorrente de fato atípico.
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