El Niño deve trazer chuvas acima da média histórica em MS
Sul do Estado pode ter excesso de precipitação, com impacto no plantio das culturas de verão
Mato Grosso do Sul deve ter chuva acima da média histórica entre setembro e novembro, período em que o El Niño pode alcançar intensidade muito forte. A previsão consta no terceiro boletim nacional de monitoramento do fenômeno, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
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Segundo as previsões mais recentes, há mais de 90% de probabilidade de que o trimestre de setembro, outubro e novembro registre um El Niño muito forte.
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Para Mato Grosso do Sul, o cenário indicado é de volumes de chuva acima da média histórica em parte do Estado, principalmente no sul. A mesma tendência aparece para a Região Sul e parte de São Paulo.

Nesta terça-feira, Mato Grosso do Sul também está sob alerta amarelo para tempestade emitido pelo Inmet. O aviso começou às 9h45 e segue até 23h59, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de queda de granizo.
No campo, o excesso de chuva no sul de Mato Grosso do Sul poderá atrasar o estabelecimento inicial das culturas de verão. Em novembro, a recuperação da umidade poderá favorecer as semeaduras tardias, embora eventuais veranicos possam afetar o desenvolvimento da soja.
As temperaturas, por outro lado, devem permanecer acima da média em praticamente todo o Brasil. Mesmo assim, os meteorologistas não descartam quedas bruscas durante setembro com a entrada de massas de ar frio.
Sensação térmica de 55°C - Em agosto, o meteorologista Natálio Abrahão já havia alertado que setembro e outubro poderiam registrar novos episódios de calor extremo em Mato Grosso do Sul, com sensação térmica chegando a 55°C. A projeção não significa que os termômetros alcançarão essa marca, mas considera a sensação percebida pelo corpo em determinadas condições meteorológicas.
Na ocasião, o Estado já enfrentava temperaturas próximas dos 40°C e umidade relativa do ar abaixo dos 20% em algumas cidades.
O período também coincide com a transição da estação seca para a chuvosa no Pantanal. O boletim alerta que eventos mais intensos de El Niño podem alterar a distribuição das chuvas e prolongar condições típicas da estiagem em algumas áreas.
Apesar da classificação prevista para o fenômeno, os pesquisadores destacam que um El Niño muito forte não significa, automaticamente, impactos mais severos. A intensidade aumenta a probabilidade de eventos extremos, mas os efeitos dependem das condições de cada região.
O monitoramento continuará nas próximas semanas para identificar mudanças nas previsões e áreas mais sujeitas a chuva intensa, calor ou períodos prolongados de estiagem.


