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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

27/01/2015 16:52

Solurb espera ampliar coleta seletiva em 20% com usina de reciclagem

Michel Faustino
Obras da UTR devem ser concluídas em maio deste ano. (Foto: Campo Grande News/Arquivo)Obras da UTR devem ser concluídas em maio deste ano. (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Com previsão de ser concluída até o fim de maio deste ano, a UTR (Usina de Tratamentos de Resíduos) de Campo Grande, no bairro Dom Antônio Barbosa, deve ampliar inicialmente em 20% a captação de materiais recicláveis. Conforme a concessionária CG Solurb, cerca de 870 toneladas de lixo são recolhidas diariamente das residências da Capital , sendo que apenas seis toneladas são separadas para a reciclagem.

Às obras da UTR, que estavam paradas desde 2012, foram retomadas em agosto do ano passado após lei nacional obrigar os municípios a fecharem os lixões a céu aberto. Na época, foi estimados que a obra custaria R$ 3 milhões e a usina entraria em funcionamento em janeiro deste ano, no entanto, esse prazo foi protelado.

Conforme a concessionária, a UTR terá uma área de 1.200 metros quadrados com um pátio de 2 mil metros quadrados, com o objetivo é diminuir o impacto negativo na saúde humana,e melhorar o ambiente.

As instalações da UTR contam com o prédio administrativo, balança rodoviária, depósito e setor de material reciclável. O objetivo é tratar e dar destinação adequada aos resíduos sólidos produzidos, coletar e acondicionar resíduos sólidos, reciclar resíduos orgânicos e inorgânicos e promover inclusão social, geração de emprego e renda, educação ambiental e preservação do meio ambiente.

A unidade vai receber os caminhões que vão subir pela rampa e despejar todo o material recolhido, que cai dentro de um cone e são distribuídos para as esteiras (cerca de três ou seis ainda a serem definidas) para os catadores realizarem a seleção dos materiais.

Atualmente cerca de 35 mil domicílios em 15 bairros de Campo Grande são atendidos com quatro caminhões diariamente. Sendo que, existem também 60 LEV’s (Local de Entrega Voluntária).

O Plano Municipal de Saneamento Básico e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Campo Grande, de 2012, previa uma média de coleta de 735 toneladas de lixo em 2015, no entanto, atualmente pouco mais 870 toneladas são retiradas de comércios e residências diariamente, conforme a própria Solurb.

O fato foi alvo do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que instaurou inquérito civil público para investigar a responsabilidade da Solurb e do município de Campo Grande quanto a não ampliação do Plano de Coleta Seletiva.

Por meio de assessoria de imprensa, a Prefeitura de Campo Grande informou que a gestão da elaboração do Plano da Coleta Seletiva será realizada por um Grupo de Trabalho composto por técnicos de diversas secretarias que acompanhará todo o processo de operacionalização do Plano.

A nota encaminhada completa retirando quea atual gestão municipal ciente de suas responsabilidades firmou contrato com empresa especializada em serviços de consultoria que irá efetivar a preparação do Plano Municipal de Coleta Seletiva do município de Campo Grande, que está em fase de elaboração do mesmo com um cronograma de atividades ao longo dos próximos 10 meses.

Segundo a prefeitura, dentre os itens solicitados no Plano consta a compilação de um diagnóstico geral sobre a situação atual da Coleta Seletiva e posteriormente um prognóstico para a implantação, por exemplo, de novos pontos de coleta, oficinas temáticas tendo como conteúdo central a Coleta Seletiva, efetivação de Ecopontos, ampliação dos Locais de Entrega Voluntária (LEVs), entre outros.



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