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Capital

Suspeito de estuprar bebê foi indiciado por espancar e provocar aborto na ex

Vítima é mãe da menina que foi internada na Santa Casa com lesões na vagina e no ânus, antigas e recentes

Por Ana Paula Chuva | 25/05/2026 07:33
Suspeito de estuprar bebê foi indiciado por espancar e provocar aborto na ex
Orelha da jovem cortada pelo ex suspeito de estupro (Foto: Reprodução)

O rapaz de 26 anos suspeito de estuprar uma bebê de 1 ano e onze meses foi indiciado por provocar o aborto de sua ex-companheira após sessões de espancamento. A vítima é mãe da menina que está internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande. O abuso da criança foi descoberto após ela convulsionar na residência da tia na tarde de sábado (23

RESUMO

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Homem de 26 anos, suspeito de estuprar uma bebê de 1 ano e onze meses em Campo Grande, foi indiciado também por provocar o aborto da ex-companheira mediante espancamento. A criança, filha da vítima, está internada em estado grave na Santa Casa após convulsionar. Laudos apontam sinais de abuso sexual na menina. O suspeito, que tem passagens por tráfico e crime de trânsito, foi preso após a jovem denunciar agressões contínuas, incluindo corte na orelha e laceração no braço.

No dia 1º de maio deste ano a jovem de 20 anos procurou a polícia e relatou que sofria agressões de forma quase diárias do então companheiro. Ela ainda afirmou que quando estava no quinto mês de gestação foi espancada com socos e pontapés e ainda forçada a cheirar canela para abortar.

Por conta do espancamento, ela acabou perdendo o bebê e precisou passar pelo procedimento de curetagem aproximadamente uma semana antes. Naquele dia, ela decidiu acionar a polícia após ser novamente agredida pelo rapaz que acabou sendo preso. Em uma das sessões de agressão, ela teve a orelha cortada e também sofreu uma laceração no braço.

À polícia, ela afirmou que não denunciou as agressões antes, por medo. O caso foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) que abriu inquérito e indiciou o rapaz. Além disso, medida protetiva foi solicitada com urgência para que ele não se aproximasse mais da jovem, não há informação se ele continua preso.

O rapaz ainda tem passagem por tráfico de drogas e por crime de trânsito.

Suspeita de estupro

Equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada pelo serviço social do hospital após a equipe médica identificar sinais atípicos de abuso na genitália e no ânus de uma bebê de 1 ano e onze meses que deu entrada na Santa Casa na tarde do sábado.

 Conforme o laudo da ginecologia forense, a criança apresentava fissuras, sangramento e hematoma. O  parecer técnico oficial concluiu haver "sinais de manipulação por terceiros não descartando a possibilidade de abuso sexual", apontando que parte das lesões é recente e outra já possui alguns dias.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da menina, relatou que deixou a filha aos cuidados de uma tia de consideração, no Bairro Ana Maria do Couto, no sábado, para poder limpar a casa e lavar roupas. Horas depois, a bebê começou a passar mal, apresentando febre alta, episódios de vômito e convulsões severas.

A cuidadora prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida. Devido ao grave rebaixamento de consciência e a um quadro suspeito de encefalite, a bebê precisou ser entubada e transferida com urgência pelo SAMU para a Santa Casa.

À polícia, a tia de consideração explicou que precisou se ausentar da residência por aproximadamente uma hora e deixou a bebê com suas filhas adolescentes, de 14 anos. Neste período, a menina começou a convulsionar.

Como as lesões mais antigas da bebê coincidem com o período anterior à prisão do padrasto, a polícia investigará a conduta dele e de todas as pessoas que tiveram acesso à vítima nos últimos dias.

Por determinação da equipe médica, foram coletados materiais biológicos e iniciado o protocolo de profilaxia contra ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). O Conselho Tutelar da Região Norte acompanha o caso que foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue para investigação da delegacia especializada.

A reportagem do Campo Grande News procurou a jovem, mas ela optou por não conversar com a imprensa. Bebê está intubada.

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