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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

18/06/2013 16:09

Testemunhas reforçam que camionete furou sinal vermelho antes de atingir táxi

Nadyenka Castro e Mariana Lopes
Acidente aconteceu no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua Bahia. Acidente aconteceu no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua Bahia.

Mais duas testemunhas de acusação falaram à Justiça sobre a colisão entre uma camionete e um táxi, que matou uma pessoa, na madrugada do dia 11 de fevereiro deste ano, na avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Com os depoimentos destas duas pessoas e os de outras três no mês passado, a Justiça finalizou a oitiva das testemunhas de acusação. 

Nos relatos constam que Diogo Machado Teixeira, que conduzia a Mitsubichi L-200, passou no semáforo vermelho no sentido Parque dos Poderes/Centro e colidiu com o Fiat Siena que trafegava na rua Bahia.

As testemunhas também afirmaram que Diogo prestou socorro às vítimas e uma delas – que falou no mês passado – declarou que o administrador de fazendas tinha sinais de embriaguez.

As pessoas ouvidas nesta terça-feira – um taxista e um passageiro de outro carro - não citaram a embriaguez. O taxista passava pelo local do acidente e contou à Justiça que ouviu o barulho da batida e que viu Diogo prestando socorro aos ocupantes do táxi.

O passageiro do Corolla falou que era o chefe dele quem dirigia o carro e que passaram no sinal vermelho, mas com velocidade reduzida e viram o táxi antes do acidente. Ele também falou que os ocupantes do Siena aparentavam estar inconscientes e que não se recorda de ter visto a camionete em momento anterior.

O caso - Diogo Machado foi preso em flagrante e solto dois meses depois. Ele pagou fiança de 101.700,00. Conforme o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, que concedeu a liberdade provisória, a quantia de 150 salários mínimos é para resguardar o pagamento de indenização às vítimas em caso de condenação. Um salário equivale a R$ 678.

O administrador de fazenda também vai pagar pensão temporária mensal de R$ 3 mil para os dois sobreviventes. O magistrado ainda determinou que ele tenha a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa até o fim do processo. O documento deve ser entregue ao Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito).

Ele também deverá permanecer em casa no período noturno, compreendido entre as 20h e 6h, incluindo feriados e fins de semana.

Passageiro do táxi, José Pedro Alves da Silva Júnior, de 22 anos, morreu na hora. O amigo dele, Ramon Rudney Tenório Souza e Silva, de 21 anos, e o taxista Sebastião Mendes da Rocha, de 51 anos, ficaram feridos. Ambos já receberam alta.



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